
Neste vendaval de incoerências e estranhos acordos políticos em que está metido o Diretório Municipal do PSDB de Sousa por conta da decisão de prestar apoio à candidatura à reeleição do prefeito Fábio Tyrone (Cidadania), uma nova versão surgiu ontem: “A COLIGAÇÃO EXTRAOFICIAL”. Ou seja, em Sousa, no sertão paraibano, o partido da Social Democracia não vai oficializar coligação na chapa majoritária à candidatura alguma, ponto final. Porém, nos bastidores e sujos porões da velha e moderna política, os caciques, timoneiros e candidatos a vereadores e vereadoras do partido estão orientados, intimados, liberados e convictos à votar, pedir voto e trabalhar pela reeleição de Fábio Tyrone, contrariando a própria decisão partidária oficial, que será tomada por eles mesmos, em convenção partidária a ser realizada.
O ato de incoerência política entre o que será escrito na convenção da legenda (PSDB de Sousa não realiza coligação na majoritária) e a prática (no pleito eleitoral o PSDB de Sousa vai apoiar e votar no candidato do Cidadania, Fábio Tyrone) já foi previamente anunciado, com direito a registro em foto, por seus dirigentes e pré-candidatos, ontem, quarta-feira (03). Está decisão politicamente 'atroz', também está sendo vista como a saída, a válvula de escape que os espertos e habilidosos tucanos sousenses encontraram para ludibriar o Diretório Estadual da Legenda, que tem a frente o ex-senador Cássio Cunha Lima, quanto a exigência de que o partido, no Estado da Paraíba, é oposição ao governador João Azevêdo (Cidadania) e não recomenda, e nem tão pouco aceita, que os diretórios municipais façam coligação na majoritária, prestando apoio a candidatos à prefeitos filiados ao partido do mandatário Estadual. E, no caso de Sousa, especificamente, a situação é mais complicada ainda. Isso porque há um acordo de aliança política firmado entre os tucanos paraibanos e o PSC (que terá candidato à prefeito na cidade dos dinossauros), construído a partir de João Pessoa.

Mas, enfim, a quem serve o PSDB sousense? Qual o objetivo do partido em Sousa para as eleições municipais (curto prazo) e o que projeta para o futuro? Eleger vereadores que estão comprometidos com o projetos de reeleições, daqui há dois anos, do governador João Azevêdo (Cidadania) e aliado dele, o deputado Júnior Araújo do partido AVANTE, contrariando o que pensa o diretório Estadual? E o acordo feito com PSC, pela executiva estadual do partido, para as eleições em João Pessoa, Sousa e Campina Grande, será quebrado?
Diante de todo este cenário, o ex-prefeito de Sousa André Gadelha (MDB), que defende a pré-candidatura a prefeito Leonardo Gadelha (PSC) e a manutenção do acordo firmado com PSDB estadual, colocou mais pimenta nesta discussão. De acordo com André, em sendo concretizado as incoerentes decisões políticas tomadas pelos tucanos locais, estará configurado, não só a quebra de acordo a nível estadual, como também, o empréstimo do PSDB paraibano para servir, em Sousa, de barriga de aluguel a Fábio Tryone, ao Governador João Azevêdo (Cidadania) e ao Deputado Estadual Júnior Araújo (Avante).