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Opinião INFERNO ASTRAL

Com cara de choro e em tom de despedida, prefeito de Sousa faz live e conta histórias de Pinóquio para xeleléus

A transmissão ao vivo feita numa conta pessoal do gestor no Instaram tinha como único objetivo tentar convencer aos poucos militantes políticos, que ainda acreditam nele.

09/06/2020 às 16h58 Atualizada em 10/06/2020 às 17h02
Por: Leonardo Alves Fonte: Leonardo Alves, Da Redação do Debate Paraíba
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Prefeito do município de Sousa, Fábio Tyrone - Cidadania, (Foto: Reprodução).
Prefeito do município de Sousa, Fábio Tyrone - Cidadania, (Foto: Reprodução).

Cara de choro, visivelmente abatido, triste e sem poder de convencimento. Uma leitura visual do semblante do prefeito de Sousa, Fábio Tyrone Braga de Oliveira (Cidadania), feita por quem o assistiu durante uma live realizada nesta segunda-feira (08). Na transmissão ao vivo através da sua conta pessoal no Instaram, o gestor voltou a repetir a velha ladainha para os aliados de que o “processo da cores”, que tramita em fase final no Supremo Tribunal Federal, não o deixa inelegível para disputa do pleito eleitoral de 2020.

Para tentar convencer do inconvencível a militância xeleléu (reduto dos únicos que ainda acreditam na veracidade dessa história pinoquiana) da sua elegibilidade, o prefeito de Sousa apontou quatros caminhos lúdicos como saída. Porém, os caminhos são curtos, breves e levam a um único destino: a confirmação da suspensão da vida pública por 3 anos. Senão vejamos:

AGRAVO INTERNO NO STF

O prefeito vai interpor o quinto e último recurso, aparentemente com interesses procrastinatórios, no STF. Antes do agravo interno, o prefeito já apelou com embargos divergentes, embargos declaratório, agravo regimental e recurso extraordinário com agravo. Todos estes recursos apelatórios foram negados com direito a aplicação de duas multas.  Conforme relatos do Ministro Edson Fachin, relator dos recursos no STF, os argumentos trazidos aos autos pelos advogados de Tyrone (a razoabilidade e proporcionalidade das sanções aplicadas pelo TJPB aos atos ímprobos praticados pelo gestor) estão preclusos, porque deveriam ter sido atacados no Tribunal de origem (TJPB) e, portanto, não cabe rediscussão da matéria nas cortes superiores do judiciário. Partindo deste premissa, é provável que durante o julgamento do último recurso que cabe ao prefeito na suprema corte, o ministro relator decrete o trânsito em julgado do processo com a baixa dos autos ao TJPB para dar início ao cumprimento da sentença.

RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCEDIDO PELO TJPB E SOBRESTADO A UMA TESE DE REPERCUSSÃO GERAL QUE TRAMITA NO STF

Este recurso extraordinário que o prefeito fala que fora concedido pelo TJPB e foi sobrestado a um outro recurso extraordinário (tese de repercussão geral) no STF foi julgado em setembro de 2019 pelo colegiado daquela corte. De forma que, o tal recurso extraordinário que o prefeito falou na live não tem mais razão de existir. Para o mundo do direito perdeu o objeto, precluiu, escafedeu... 

É possível que ao falar do dito recurso como sua salvação jurídica, o prefeito tenha se dirigindo aos xeleléus. Será o nariz do prefeito aumentou de tamanho ficando proporcional ao nariz do menino de madeira, que tem cara pau, chamado nos contos fadas de Pinóquio? Ou será apenas a fala de um jus sperniandi, fantasiando uma torre de babel para iludir os xeleléus?

AÇÃO RESCISÓRIA NO TJPB

Provavelmente, convicto da absolvição dos atos de improbidade que foram-lhe imputados na “ação das cores”, em diversas instâncias do poder judiciário, o prefeito, fantasiosamente, tenta convencer ‘aqueles aliados” que também hpá recursos no TJPB. Para tanto ele narra a lúdica história: “Caso o STF julgue o último recurso e determine o trânsito em julgado da ação das cores, com baixa definitiva para cumprimento da sentença, o mesmo tribunal que me condenou (TJPB), poderá me conceder uma ação rescisória que impeça o cumprimento da sentença”. E assim, Tyrone reconta a história de que é elegível para disputar as eleições e assumir cargos públicos. Porém, acredito, que nesta conversa pinoquiana, nem o mais fiel xeleléu acredita. Pois, basta olhar para a realidade do mundo jurídico para perceber como o TJPB tem decidido sobre casos semelhantes. Por exemplo, o ex-prefeito de Aparecida, município vizinho a Sousa, Júlio César foi afastado do cargo e está inelegível.

TRANSITADO EM JULGADO O PROCESSO, CUMPRIDA A SENTENÇA JUDICIAL, FÁBIO TYRONE CONTINUA NO CARGO?

Ao contar mais uma história semelhante às contadas por Pinóquio, o prefeito tenta mais uma outra vez consolar os poucos xeleléus que ainda acreditam na conversa dele, novamente repente e mesma conversa cançada: “Caso o processo transitar em julgado e eu perca a ação rescisória, continuarei no cargo até o fim do meu mandato de prefeito, porque a condenação só atinge os meus direitos políticos.” Pura história de carochinha escrita por Pinóquio. Se não, o ex-prefeito de Aparecida-PB, condenado por atos de improbidade com perda dos diretos políticos não teria sido afastado do cargo. Por que com só Tyrone que ser diferete?

Por fim, todo este chororô de contos de fadas narrados pelo gestor municipal de Sousa durante uma live, ocorrera três dias após a publicação do acórdão no Supremo Tribunal Federal que o negou mais um recurso interposto no âmbito da conhecida “ação das cores”. Só para relembrar, nesta ação judicial Tyrone fora condenado por atos improbidade administrativa com a suspensão dos direitos políticos por 3 anos. 

Segundo informações, outro acontecimento que também contribuiu com a live da choradeira, teria ocorrido no último sábado (07), quando o líder do governo da Câmara Municipal de Sousa, vereador Aldeone Abrantes, prestou entrevista à imprensa local lançou nome do vice-prefeito Zenildo Oliveira como candidato substituto Tyrone a prefeitura de Sousa. Para o vereador, Zenildo é “bala de prata” que o grupo precisa para ganhar as eleições. Agora, vocês têm dúvidas quem está bala politicamente vai matar?

Para finalizar, vamos declamar e cantar um trecho de uma linda canção: 

Tenho pena de quem chora

De quem chora tenho dó

Quando o choro de quem chora

Não é choro é chororô

Chororô, chororô, chororô

É muita água, é mágoa

É jeito bobo de chorar

Chororô, chororô, chororô

É mágoa, é muita água, a gente pode se afogar

(Gilberto Gil)

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Leonardo Alves
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Sobre Radialista, colunista, blogueiro político. Atualmente apresenta programas radiofônicos na Rádio Líder FM. Por meio desta coluna comentará os assuntos mais quentes e palpitantes da política sertaneja e paraibana, sempre com irreverência e imparcialidade.
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