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Ex-prefeito e ex-secretário são denunciados ao MPF por desvio milionário na prefeitura de São José da Lagoa Tapada

A denúncia foi protocolada pelo atual prefeito, Evilásio Formiga Lucena Neto, após auditoria interna realizada pela nova gestão municipal em janeiro de 2025.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
14/03/2025 às 09h33 Atualizada em 18/03/2025 às 21h12
Ex-prefeito e ex-secretário são denunciados ao MPF por desvio milionário na prefeitura de São José da Lagoa Tapada
A denúncia foi protocolada pelo atual prefeito, Evilásio Formiga Lucena Neto, após auditoria interna realizada pela nova gestão municipal em janeiro de 2025. (Foto: Debate Paraíba).

O Ministério Público Federal (MPF), recebeu uma representação criminal contra o ex-prefeito de São José da Lagoa Tapada, Cláudio Antônio Marques de Sousa, conhecido como "Coloral", e seu ex-secretário de finanças, Julierme Lino de Sousa. Ambos são investigados pelo desvio de recursos públicos federais que totalizam R$ 1.370.586,74, oriundos das contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e da Folha de Pagamento (FOPAG).

A denúncia foi protocolada pelo atual prefeito, Evilásio Formiga Lucena Neto, após auditoria interna realizada pela nova gestão municipal em janeiro de 2025. Durante a análise das contas públicas, foram identificadas diversas irregularidades que indicam a prática de crimes como peculato, falsificação de documentos públicos e improbidade administrativa.

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Segundo a investigação preliminar, ao tomar conhecimento da auditoria, Coloral buscou se eximir de responsabilidade, comparecendo à Delegacia de Polícia Civil de Sousa para denunciar Julierme Lino pelo desvio dos valores. No entanto, a gestão atual sustenta que movimentações em contas municipais exigem senhas pessoais e intransferíveis do prefeito, tornando improvável a alegação de desconhecimento por parte do ex-gestor.

Julierme Lino, por sua vez, teria confessado publicamente a prática dos atos ilícitos. Diante da gravidade da situação, a representação ao MPF pede a abertura de inquérito civil e criminal, bem como a intimação dos investigados para prestar esclarecimentos. Caso as acusações sejam confirmadas, os ex-gestores poderão responder a processos por improbidade administrativa e crimes contra a administração pública.

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