
No último domingo (21), o vice-prefeito do município de Marizópolis, sertão paraibano, o pastor Eudes Tavares da Silva (REDE), ao lado do pré-candidato a prefeito Jeferson Vieira (PDT), fez uso das redes sócias para falar sobre duas revelações políticas: A primeira, de que ele, o pastor, estaria jogando a toalha e desistindo da pré-candidatura a prefeito. Já a segunda, para dizer que vai disputar as eleições de 2020 na condição de pré-candidato a vice-prefeito, na chapa que será encabeçada por Jeferson Vieira (PDT).
Quem assistiu o ato político pode perceber que tudo aquilo havia sido combinado e preparados há meses. Era perceptível que as revelações ali ditas estavam robustas de sentimentos artificiais, gestos de pouca confiança, mal ensaiados e muito previsibilidade. Nas revelações daquelas falas faltou à presença de um elemento preponderante que envolve o anuncio de uma adesão ou união política: o elemento da surpresa! Um elemento que contagia e causa euforia nos aliados e medo nos adversários. Porém, não empolgou aliados e não causou susto aos adversários.
Mas, por que foram tão previsíveis? Sem empolgação? Artificiais? Talvez, possamos encontrar as respostas no tempo... No tempo, “compositor de destinos”, presente na bela canção do cantor e compositor Caetano Veloso.
Na verdade, o fato é que há cerca de 03 meses, o pastor Eudes Tavares afirmara aos amigos mais próximos de que Deus tinha revelado a ele uma profecia: “Eudes prefeito de Marizópolis! ” Porém, para profecia se concretizar o pastor teria que levar a pré-candidatura a prefeito dele as urnas. E Eudes a cada live que fazia afirmava – “Não havia espaço para desistência”.
É bom lembrar que o lançamento da pré-candidatura de Eudes Tavares ocorreu durantes um entusiasmado e falso encontro ocorrido em João Pessoa, capital paraibana O encontro contou com as presenças do jornalista Heron Cid e quatro vereadores que, em tese, estariam, naquele momento, declarando apoio ao projeto político intitulado “terceira força”, “muda Marizópolis”. Contudo, com o tempo, o projeto desandou, os vereadores abandonaram a barca do pastor, o jornalista sumiu e a profecia não se confirmou.
Com o tempo, o tempo, o senhor do destino, revelou sociedade marizopolense, duas verdades: A primeira, o pastor não tem potencial político para ser candidato a prefeito. Trocando em miúdos”, não tem voto. A segunda, foi a dissolução do grupo que instigou ele, vice prefeito, a romper com o prefeito Zé de Pedrinho. E por falar na dissolução do grupo, ela ocorreu da seguinte: Derval Olímpio ao perceber a furada política em que estava se metendo, retornou de imediato ao grupo do prefeito Zé de Pedrinho. Já a vereadora Betânia da Saúde e os vereadores Osmar Vitalino e Fabiano Lira foram orientados, pelo próprio pastor, a retornaram ao grupo do ex-prefeito Zé Vieira com uma missão: abrir o caminho e viabilizar a vaga dele, como vice, na chapa de Jeferson Vieira (PDT). Por ultimo, o jornalista Heron Cid, ainda não anunciou que rumo político vai tomar.
Então, sendo assim, o pastor deixou-se envolver num cenário político repleto de traições e falsidades? Será que o cenário foi maldosamente criado para enganar o povo, passado a imagem de um pré-candidato a prefeito honesto, pobre que foi abandonado e ficou divagando sozinho, perdido, no deserto da ilusão e da desilusão de uma inviável candidatura a prefeito? Na verdade, foi fácil demais convencer o menino de Zé Vieira, que estava com dificuldade para encontrar um companheiro de chapa.
Como desfecho de toda a ladainha tivemos o seguinte resultado: o pastor Eudes Tavares do partido REDE, durante o tempo em que a aguardava a revelação da profecia, dilui bem as ideias opostas ao antigo adversário, perdoou as ofensas proferidas no passado, não resistiu, deitou na rede política do Coronel Zé Vieira. Fim da história: foi ungido a condição de pré-candidato a vice-prefeito.
Para os críticos, como o vereador Carlos José (PSDB), a decisão tomada pelo pastor não foi revelada na profecia, por Deus. “O pastor agora está fazendo parte de uma rede política onde o comandante dela atolou a cidade de Marizópolis em corrupção. Nunca tiveram uma conta aprovada e respondem a vários processos na justiça, por desvio de recursos públicos. Deus perdoa corruptos, mas não aprova os que o apoiam ou cometem corrupção. Eu tenho certeza que Deus não falou para o pastor tomar tal decisão. ” Disse o vereador.
Por último, informações repassadas ao Portal Debate Paraíba dão conta de que nem todos os aliados políticos, religiosos e familiares estão no mesmo barco remado por Eudes. Um primo do religioso estaria desgostoso, por não concordar com seu posicionamento político. Já senhor Josias Gadelha, pré-candidato a vereador pela REDE, desistiu da disputa anunciou apoio a Lucas Braga (PSDB), pré-candidato pelo grupo de situação.