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'Poder popular não precisa mais de intermediação', diz Bolsonaro no discurso da diplomação

Para presidente eleito, novas tecnologias permitiram relação direta entre eleitor e representantes. No discurso, Bolsonaro elogiou Justiça Eleitoral e disse que governará para todos.

ALYF SANTOS
Por: ALYF SANTOS Fonte: G1
10/12/2018 às 16h31 Atualizada em 10/12/2018 às 16h38
'Poder popular não precisa mais de intermediação', diz Bolsonaro no discurso da diplomação

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (10) que o poder popular "não precisa mais de intermediação".

 

Bolsonaro deu a declaração após ser diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No discurso, também elogiou a Justiça Eleitoral e disse que governará para todos.

 

"O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes", afirmou.

 

Durante o discurso, Bolsonaro agradeceu os mais de 57 milhões de votos recebidos no segundo turno das eleições e pediu a "confiança" dos eleitores que optaram por outros candidatos.

 

"Agradeço aos mais de 57 milhões de brasileiros que me honraram com o seu voto. Aos que não me apoiaram peço a confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país", disse.

 

Bolsonaro afirmou que governará "em benefício de todos" durante o mandato, sem distinção.

 

Na opinião do presidente eleito, as diferenças são "inerentes" em sociedades múltiplas e complexas como a brasileira, mas há "ideais" que aproximam os brasileiros.

 

"A partir de 1º de janeiro serei o presidente de todos, dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade, ou religião", declarou o presidente eleito.

Justiça Eleitoral

Em outro trecho do discurso, Bolsonaro elogiou a atuação do Tribunal Superior Eleitoral na campanha eleitoral e disse que a vitória dele nas urnas se trata do "reconhecimento" de que o povo escolheu seus governantes "em eleições livres e justas".

 

Ao longo da campanha, entretanto, o presidente eleito questionou mais de uma vez a credibilidade das urnas eletrônicas e chegou a dizer que só reconheceria o resultado da eleição se ele fosse o vencedor da corrida presidencial.

 

Em uma transmissão pelas redes sociais durante o processo eleitoral, ele falou até mesmo em "fraude" nas eleições.

 

Bolsonaro ressaltou que o Brasil é "uma das maiores democracias do mundo". Segundo ele, os brasileiros votaram de forma "pacífica e ordeira", expressando o desejo por mudanças.

 

O presidente eleito disse que país deve se orgulhar pela eleição e que seu compromisso com a "soberania do voto popular é inquebrantável".

 

"Nós brasileiros devemos nos orgulhar dessa conquista. Em um momento de profundas incertezas em várias partes do globo somos um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível", afirmou.

Nação mais justa

Bolsonaro afirmou ainda que a "construção de uma nação mais justa e desenvolvida" exige a "ruptura com práticas que historicamente retardaram o nosso progresso".

 

"Não mais à corrupção, não mais à violência, não mais às mentiras, não mais manipulação ideológica, não mais submissão do nosso destino a interesses alheio, nãos mais mediocridade complacente em detrimento do nosso desenvolvimento", declarou.

 

O presidente eleito também citou que a "pauta histórica" de reivindicações da população contempla "segurança publica e combate ao crime, igualdade de oportunidades com respeito ao mérito e ao esforço individual".

 

"Sempre no marco da Constituição Federal, nosso dever é transformar esses anseios em realidade", disse.

 

"Nossa obrigação é oferecer um Estado eficiente que faça valer a pena os impostos pagos pelos contribuintes. Nossa obrigação é garantir que os brasileiros regressem aos seus lares em segurança após um dia de trabalho. Nosso dever é oferecer condições para que o empreendedor crie empregos e gere renda ao trabalhador", acrescentou.

Diplomação

A entrega do diploma oficializou o resultado das urnas, é o último passo do processo eleitoral e condição formal para a posse, marcada para 1º de janeiro.

 

A chapa de Bolsonaro recebeu 57,7 milhões de votos na eleição deste ano, derrotando no segundo turno a chapa de Fernando Haddad (PT).

 

A solenidade desta segunda-feira no plenário do TSE, em Brasília, reuniu parentes de Bolsonaro, autoridades e futuros ministros do governo. Os mandatos de Bolsonaro e de Mourão vão até 31 de dezembro de 2022.

 

No último dia 4, o TSE aprovou com ressalvas as contas da campanha de Bolsonaro. O julgamento era necessário para a diplomação da chapa.

 

Conforme a prestação, entregue pelos advogados da chapa, a campanha arrecadou R$ 4,3 milhões e gastou R$ 2,8 milhões.

 

Relator das contas da campanha, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que, segundo a área técnica do tribunal, grande parte das "inconsistências" na prestação de contas foi sanada após a defesa de Bolsonaro retificar a prestação.

 

Fonte: G1

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