
Em um ato considerado desesperado, o ex-candidato a prefeito de Marizópolis, Jerônimo Arlindo da Silva Júnior (Republicanos), mais conhecido como Júnior do Peixe, voltou a atacar membros da imprensa sertaneja. O episódio ocorre justamente no momento em que cresce a expectativa de sua convocação para prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o desvio de recursos do INSS destinados a aposentadorias e pensões.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual aparece sem camisa e em tom agressivo, Júnior do Peixe desferiu críticas desrespeitosa a jornalistas da imprensa sousense e fez ameaças de processos judiciais, alegando perseguição e parcialidade nas reportagens que o citam.
A reação veio após declarações do presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), Carlos Roberto, durante depoimento na CPMI. Na ocasião, o dirigente confirmou que Júnior ocupou o cargo de diretor de Assuntos Institucionais da entidade, com um salário mensal de R$ 40 mil.
Além disso, Roberto revelou que, em novembro de 2020, houve um repasse de R$ 900 mil a uma associação cuja ligação com Júnior do Peixe ainda não foi esclarecida. A transação levantou suspeitas entre os parlamentares que integram a comissão.
Apesar das evidências e questionamentos, o presidente da Conafer defendeu a contratação de Júnior do Peixe, afirmando que ele foi escolhido por seu “currículo e experiência na área pesqueira”. Filho do presidente da Federação da Pesca da Paraíba, o paraibano já ocupou cargos públicos em gestões estaduais e federais.
A postura do ex-candidato, no entanto, tem sido vista como tentativa de intimidação à imprensa e de desviar o foco das investigações. Com o avanço dos trabalhos da CPMI, cresce a pressão para que ele seja formalmente convocado a prestar esclarecimentos.
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