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“Geraldo Bozó” é condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada em Sousa

Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu violou uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da vítima.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
14/08/2025 às 09h45 Atualizada em 18/08/2025 às 15h54
“Geraldo Bozó” é condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada em Sousa
Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu violou uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da vítima. (Foto: Reprodução).

O Tribunal do Júri da Comarca de Sousa condenou, nesta terça-feira (12), Geraldo José Soares, conhecido como Geraldo Bozó, a 30 anos, 7 meses e 6 dias de prisão em regime fechado, além do pagamento de 22 dias-multa, pelo assassinato de sua ex-namorada, Vera Lúcia Xavier, de 47 anos. O crime ocorreu em 29 de junho de 2018, no Conjunto Dr. Zezé, em Sousa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu violou uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da vítima. Na madrugada do crime, ele foi até a residência de Vera Lúcia de bicicleta, esperou que ela retornasse de uma festa e a surpreendeu com um disparo na cabeça. A vítima ainda foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos.

Relembre o caso: Homem acusado de assassinar a ex-namorada com tiro na cabeça, é preso após se apresentar na delegacia, em Sousa

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu diversas qualificadoras: motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio no contexto de violência doméstica. O réu também foi condenado por descumprimento de medida protetiva e porte ilegal de arma de fogo.

Na sentença, o juiz presidente do júri, José Normando Fernandes, ressaltou que o crime foi cometido na presença da filha da vítima, o que agravou a pena diante do intenso sofrimento psicológico causado. O magistrado aplicou a regra do concurso material, somando as penas dos crimes praticados.

A prisão preventiva do réu foi mantida, e o juiz negou o direito de recorrer em liberdade. Geraldo Bozó está preso desde 25 de julho de 2024, já tendo cumprido 1 ano e 18 dias de detenção.

A defesa, representada pelo advogado Ozael da Costa Fernandes, informou à reportagem que pretende recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça da Paraíba, buscando a redução da pena imposta ao condenado.

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