
O nomeado pelo ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o segundo-tenente do Exército, Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski, que atualmente é o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara (DSEI), deverá ser o próximo a ser exonerado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro (Sem partido). As informações é que em meio à pandemia do novo coronavírus o gestor do DSEI segue criando contratempos e dificultando a realização das ações para combater a Covid-19 entre a população indígena da Paraíba.
Há algumas semanas, o órgão central do Ministério da Saúde vem chamando a atenção do coordenador Vilson Roberto por supostas ações de assédio moral contra a população indígena. A comunidade pretende fazer uma manifestação para solicitar ao novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, a mudança da coordenação do DSEI. “Não vamos viver sobre ameaça de um militar que chega em nossas terras armado”, relevou o Cacique de uma das tribos do Litoral Norte paraibano.
O Brasil é o segundo país mais afetado pela pandemia, perdendo apenas para os Estados Unidos. Dos 212 milhões de brasileiros, 900 mil são povos indígenas. Aqui na Paraíba, a população indígena é cerca de 16 mil pessoas que vivem no Litoral Norte paraibano, que é justamente da saúde dessas pessoas que o militar deveria cuidar, mas infelizmente sua atuação tem causado insatisfação em Brasília e entre os índios.