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Caneta espiã apreendida em alojamento do padre Robson é periciada, diz MP

De acordo com o Ministério Público de Goiás, além da caneta, foram recolhidos documentos, computadores, pen drives e celulares que estava armazenada no alojamento do padre.

Por: Redação Fonte: Isto É
11/09/2020 às 15h31
Caneta espiã apreendida em alojamento do padre Robson é periciada, diz MP
De acordo com o Ministério Público de Goiás, além da caneta, foram recolhidos documentos, computadores, pen drives e celulares que estava armazenada no alojamento do padre. (Foto: Reprodução).

Uma caneta espiã e outros materiais apreendidos durante a Operação Vendilhões, que investiga possíveis irregularidades na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), criada pelo padre Robson Pereira de Oliveira, estão passando por um procedimento de espelhamento.

De acordo com o Ministério Público de Goiás, além da caneta, foram recolhidos documentos, computadores, pen drives e celulares que estava armazenada no alojamento do padre. O promotor de Justiça Sandro Henrique Silva Halfeld Barros explicou que todo o conteúdo de equipamentos eletrônicos tem de ser espelhado antes das análises, para garantir a integridade da prova.

Ainda conforme o promotor, ao menos 10 pessoas já foram ouvidas na investigação. Segundo Halfeld Barros, o foco das investigações são possíveis desvios de recursos, ocultação de valores, apropriação indébita e falsidade ideológica. O MP também investiga se houve transferência de dinheiro para terceiros, que teriam atuado como laranjas na aquisição de bens.

O promotor de Justiça afirmou ainda que a análise de documentos revelou que a Afipe pagou R$ 17 milhões pelo sino que estava previsto para ser instalado na nova Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade. O valor é maior do que o divulgado antes pela imprensa.

MP aponta desvio de dinheiro por meio da Afipe

De acordo com o MP-GO, o padre Robson e a Afipe, criada em 2004 e até então presidida por ele, usavam de “laranjas” e empresas de fachadas para desviar recursos oriundos de doações de fiéis e lavar dinheiro da entidade.

Na decisão que autorizou a Operação Vendilhões , a juíza Placidina Pires afirma que, “além da suposta utilização das doações dos fiéis para a aquisição de imóveis de elevado valor econômico, infere-se que investigados estariam envolvidos em um articulado esquema criminoso voltado ao desvio de verbas das Afipe e à consequente lavagem, dissimulação e ocultação dos recursos, por meio de ‘laranjas’ e empresas de ‘fachada’ – com vistas a dificultar o rastreamento do dinheiro e posterior ressarcimento dos danos suportados pela entidade religiosa”.

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