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Bolsonaro não participará dos próximos debates entre presidenciáveis

A informação foi confirmada durante a noite desta quarta-feira (22) pelo presidente em exercício do partido, o advogado Gustavo Bebianno.

Por: Redação Fonte: Estado de Minas
23/08/2018 às 09h36
Bolsonaro não participará dos próximos debates entre presidenciáveis

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, não participará dos próximos debates com adversários durante o decorrer da campanha eleitoral. A informação foi confirmada durante a noite desta quarta-feira (22) pelo presidente em exercício do partido, o advogado Gustavo Bebianno, ao portal de notícias UOL.

A defesa do candidato pediu nesta quarta-feira, 22, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a antecipação do julgamento da Primeira Turma da Corte, que vai decidir se recebe ou não uma outra denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro por crime de racismo.

O julgamento está marcado para o dia 4 de setembro, quando a propaganda eleitoral já estará sendo veiculada no rádio e na televisão. "O País não para por causa de campanha eleitoral. A Justiça continua normalmente", disse o presidente da Primeira Turma, ministro Alexandre de Moraes, a repórteres, ao chegar para a sessão plenária do STF nesta tarde.

A defesa de Bolsonaro quer que o caso seja discutido pelos ministros já na terça-feira da semana que vem, 28 de agosto, quando está prevista a próxima sessão da Primeira Turma do STF.

Os cinco ministros da Turma vão decidir sobre se o parlamentar se torna réu ou não pelas acusações de ofensas praticadas contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Além de Moraes, integram o colegiado os ministros Marco Aurélio Mello (relator do inquérito), Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.

De acordo com denúncia apresentada em abril pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em 2017, o deputado federal, em pouco mais de uma hora de discurso, "usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais".

Na denúncia, Raquel avalia a conduta de Bolsonaro como ilícita, inaceitável e severamente reprovável. "A conduta do denunciado atingiu bem jurídico constitucionalmente protegido e que transcende a violação dos direitos constitucionais específicos dos grupos diretamente atingidos com suas manifestações de incitação ao ódio e à discriminação para revelar violação a interesse difuso de toda sociedade, constitucionalmente protegido", escreveu a procuradora.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Bolsonaro não havia se manifestado até a publicação deste texto.

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