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Veja como votam os deputados paraibanos na polêmica PEC do “voto auditável”

Apesar de sinais de que a PEC não será aprovada em plenário, a bancada paraibana está bem dividida sobre o assunto

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba com apoio de Portal Paraíba
09/08/2021 às 12h49 Atualizada em 10/08/2021 às 15h21
Veja como votam os deputados paraibanos na polêmica PEC do “voto auditável”
A PEC do "voto auditável" é defendida pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

A PEC do “voto auditável” para as eleições – defendida pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro –, terá vida difícil no plenário da Câmara dos Deputados. De acordo com informações dos principais jornais do país é de que mesmo com apoio do Centrão, a ideia não terá apoio de boa parcela das legendas da Casa.

Entre os partidos que compõem a base, somente PSL, PROS, PSC, PTB, Republicanos, Podemos, Novo, Patriota e Progressistas falaram abertamente que irão votar a favor da proposta. Somando todos os parlamentares do partido, serão 164 deputados e, nos casos de PP e PSL, a orientação foi a de que os deputados terão autonomia para decidir como votar.

Ainda, de acordo com os jornais, outros partidos deverão seguir a orientação de deliberar autonomia aos seus parlamentares, como por exemplo o Democratas e o PSDB.

Para ser aprovada, a iniciativa precisa contar com 308 votos, em dois turnos.

E os deputados paraibanos?

A bancada da Paraíba está dividida sobre o assunto. Ao Portal Paraíba, Pedro Cunha Lima (PSDB) afirmou que votará a favor, porém, defende que o tema seja melhor debatido e falou em “meio termo”, com, “por exemplo, 20% das urnas auditadas como forma de testar a eficácia do método”.

“Vamos debater melhor para saber a viabilidade, os custos. Eu acredito em um meio termo, que é implantar em apenas em um percentual das urnas. Pega 20% das urnas, implementa, vê como funciona e se for uma experiência positiva, aplica na próxima eleição, se não, continua do jeito que está. Eu confio na urna, mas não descarto a possibilidade de torná-la mais segura e também desconheço qualquer possibilidade de fraude”, disse Pedro Cunha Lima.

Já o deputado Julian Lemos destacou que é a favor da proposta e defende que, “tudo o que tirar a sombra da dúvida de uma possível fraude, é válido”. 

“Eu votarei a favor, porque tudo aquilo o que puder aferir melhor é tirar a dúvida. O voto auditável você não pega um ticket com seu nome. Eu confio na urna. E porque confio? Porque fui eleito por ela, o presidente também. Mas da minha parte não terá impedimento”, disse ele em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação.

Confira como vota cada deputado paraibano, segundo o Portal Paraíba:

  • Efraim Filho (DEM): SIM
  • Frei Anastácio (PT): NÃO
  • Gervásio Maia (PSB): NÃO
  • Hugo Motta (Republicanos): SIM
  • Julian Lemos (PSL): SIM
  • Pedro Cunha Lima (PSDB): SIM
  • Wellington Roberto (PR): SIM
  • Wilson Santiago (PTB): NÃO

O site não conseguiu as respostas de Aguinaldo Ribeiro (PP), Dr. Damião Feliciano (PDT), Edna Henrique (PSDB) e Ruy Carneiro (PSDB).

Entenda como surgiu e como funciona:

Nos últimos dias, ouviu-se muito falar em voto impresso e auditável. Afinal, o que é esse modelo de execução da cidadania e por que o assunto ficou tão evidente? Bom, para dar início à explicação, vale relembrar que esse sistema tem sido defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e por parte do eleitorado brasileiro, que, inclusive, já realizou manifestações nas ruas das principais cidades do País para defender a adoção dessa prática.

Para o presidente, o voto impresso já deveria ser adotado nas eleições de 2022. O pleito vai eleger governadores, presidente da República, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Segundo Bolsonaro, o voto impresso auditável trará maior confiabilidade ao processo eleitoral, o que para ele, não ocorre somente com a urna eletrônica.

Caso a PEC 135/2019, que tramita na Câmara dos Deputados, seja aprovada e transformada em Lei, o voto impresso não será igual às cédulas de papel depositadas em urnas, como antigamente. A ideia, segundo o cientista político André César, é que, depois de confirmar que o candidato é o escolhido, o próprio sistema imprime o registro do voto e deposita automaticamente em uma urna lacrada.

A maneira defendida por Bolsonaro sugere que os números que cada eleitor digita na urna eletrônica sejam impressos e depositados, também de maneira automática, em uma urna de acrílico. O intuito é que, caso haja suspeita de fraude no sistema eletrônico, os votos em papel possam ser apurados manualmente.

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