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Brasil

26/02/2019 às 09h49

Redação

João Pessoa / PB

Lutador que espancou paisagista por quatro horas só ficou um dia em presídio
No ambulatório de internação, que é protegido por grades nas janelas e portas, há um número menor de internos e de camas, em comparação com os xadrezes dos presídios.
Lutador que espancou paisagista por quatro horas só ficou um dia em presídio

Preso em flagrante por suspeita de espancar por quatro horas a paisagista Elaine Peres Caparroz, de 55 anos, o estudante de direito e lutador de jiu-jitsu Vinícius Batista Serra, de 27, passou apenas uma noite atrás das grades, em um presídio do Complexo de Gericinó. Por ordem da Justiça, Vinícius foi transferido na quarta-feira, dia 20, para um hospital penitenciário do Rio, a fim de realizar exames de sanidade mental.


A transferência ocorreu 24 horas após Vinícius ter dado entrada no presídio. No hospital penitenciário, onde está internado há seis dias, o estudante de direito desfruta de um espaço maior do que é oferecido em uma cela comum. No ambulatório de internação, que é protegido por grades nas janelas e portas, há um número menor de internos e de camas, em comparação com os xadrezes dos presídios.


A Secretaria de Administração Penitenciária ( Seap) disse que os exames requisitados pela justiça ainda não ficaram prontos. Enquanto isso, Vinícius tem acompanhamento clínico que inclui avaliação médica psiquiátrica e psicológica. Segundo a Seap, a demora para conclusão dos exames é normal, por conta das constatantes avaliações médicas que o paciente passa.


A decisão de transferir o agressor da paisagista Elaine peres Caparroz foi tomada pela Justiça depois que a Defensoria Pública apresentou declarações médicas antigas, datadas de 2016, para alegar que o lutador tem problemas mentais.


Na audiência de custódia, o juiz encarregado do caso afirmou que os documentos não eram “suficientes para atestar a inimputabilidade ou semi-imputabilidade do custodiado” e determinou, além da prisão preventiva de Vinicius, que ele passasse por uma avaliação psiquiátrica. Ainda não há previsão para que os exames fiquem prontos e um laudo médico sobre o paciente seja concluído.


Até que isso aconteça, ele continuará internado no local.


Nesta segunda-feira, Elaine Caparroz prestou depoimento na 16ªDP (Barra da Tijuca), onde foi ouvida pela delegada Adriana Belém


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Depois de ouvir o depoimento da paisagista , a delegada Adriana Belém, titular da 16ªDP , disse ter certeza que Vinícius Batista Serra premeditou o crime e pretendia matar a vítima. Ele vai responder por tentativa de feminicidio, que prevê pena de 12 a 30 anos.


— Ele premeditou sim. Solicitou amizade no Instagram após ela postar foto do filho e conseguiu ganhar a confiança dela. Quando ele se apresentou como Felipe na portaria, ela não permitiu o acesso. Ele disse então que o seu nome era Vinícius Felipe. Elaine disse: “Ué, não sabia que ele tinha nome composto” — disse a delegada.


Neste domingo, Elaine antecipou ao EXTRA que acredita ter sido dopada por seu agressor. Com 60 pontos na boca, um dente quebrado, e com marcas por todo corpo causadas pela tentativa de homicídio que sofreu, a paisagista informou que começou a perder os sentidos após fazer um brinde com Vinicius. Ao acordar, já começou a ser esmurrada por seu agressor.


— Estava com ele na sala. Brindamos com queijo e vinho e estava tudo ótimo. Em determinado momento da conversa, comecei a perder os sentidos. Era como seu estivesse num plano real do nosso encontro e esse plano real tivesse se transformado em sonho. De repente , mudou a dimensão da realidade para mim. Eu perdi a noção, era como se eu estivesse delirando. Ainda lembro dele já no quarto sem camisa, com o braço aberto dizendo para eu deitar no braço dele para dormimos juntos. Eu disse “ok” e perdi os sentidos. Quando acordei, já estava sendo esmurrada por ele. Acho com 99,9% de certeza que fui dopada por ele. Eu não tinha bebido tanto assim para acontecer isso — disse a paisagista.


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Elaine Caparroz foi agredida no último dia 16, no apartamento em que morava, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Ela aceitou receber o rapaz no imóvel. O encontro foi marcado após oito meses de conversas e de mensagens trocadas por uma rede social.


A paisagista já adiantou que não pretende voltar a morar no apartamento onde as agressões ocorreram. Ela contou que pretende sair do local para evitar lembranças do trauma que passou.


—Minha intenção é a de não permanecer morando lá. É um excelente apartamento e tem boa localização, mas vai trazer lembranças ruins pra mim. Fiquei traumatizada com o que aconteceu. Durante os sete dias que fiquei internada, me recuperando dos ferimentos, acordei várias vezes gritando ao lembrar do que havia acontecido no apartamento —disse a paisagista.

FONTE: Extra

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