
Um episódio envolvendo a Casa da Cidadania de São João do Rio do Peixe, no Sertão da Paraíba, acabou registrado na Polícia Civil e ampliou a repercussão em torno da gestão municipal. Um Termo de Depoimento registrado na Delegacia local relata que servidores que atuavam no atendimento à população teriam sido retirados do local após uma intervenção atribuída ao prefeito Luiz Claudino de Carvalho Florêncio (PSB).
O caso ocorre em um momento de forte desgaste político após o rompimento entre o prefeito e o ex-aliado histórico, o ex-prefeito Airton Pires. Segundo informações constantes no Procedimento nº 00301.01.2026.3.20.301, servidores que trabalhavam na unidade foram obrigados a interromper as atividades e deixar o prédio durante o expediente.
De acordo com o depoimento prestado pela servidora Natália Vieira Rolim Alves, o atendimento transcorria normalmente quando houve a determinação para que todos deixassem o local. Conforme o relato, a ordem teria partido do próprio gestor municipal, resultando na paralisação imediata dos serviços oferecidos à população.
Ainda segundo o documento, documentos de identidade que estavam em processo de emissão, além de equipamentos utilizados para coleta biométrica, permaneceram no interior da unidade, impossibilitando a continuidade dos atendimentos e causando transtornos aos cidadãos que dependem dos serviços da Casa da Cidadania.
Relatos apresentados às autoridades também apontam que uma placa informando o fechamento da unidade teria sido colocada no local após a interrupção das atividades. As circunstâncias e motivações da medida ainda deverão ser esclarecidas durante a apuração dos fatos.

O episódio provocou reações nos bastidores políticos do município e reforçou o clima de tensão que se instalou após o rompimento entre lideranças que integravam o mesmo grupo político. Para críticos da administração, a situação evidencia dificuldades de diálogo e gestão em meio ao atual cenário político local.
Após o ocorrido, os servidores procuraram a Delegacia de Polícia Civil para registrar formalmente os fatos e solicitar providências. O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, que poderão ouvir testemunhas e reunir novos elementos para esclarecer o que ocorreu na unidade pública.
Até o momento, o prefeito Luiz Claudino não havia se manifestado publicamente sobre as alegações contidas no registro policial. O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de São João do Rio do Peixe apresente sua versão dos fatos.