
urante sessão especial realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba para discutir o fim da escala 6x1, o pré-candidato ao Senado, André Gadelha, fez um discurso contundente ao defender mudanças nas relações de trabalho, mas apontando a alta carga tributária e a corrupção como os principais entraves ao desenvolvimento econômico do país.
O evento contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além de deputados estaduais, empresários e representantes de diversos setores produtivos.
Em sua fala, André afirmou que o Brasil “não pode andar na contramão do mundo”, citando países onde, segundo ele, trabalhadores possuem melhor qualidade de vida, jornadas mais equilibradas e convivem com níveis menores de tributação e corrupção.
O emedebista declarou ser favorável à escala 5x2, desde que haja um período de transição para setores considerados mais sensíveis da economia. Para ele, o diálogo entre empregadores e empregados deve prevalecer.
“Defendo a escala 5x2, hoje já vitoriosa, com um período de transição para setores mais sensíveis, onde deve prevalecer a liberdade de negociação entre patrões e empregados”, afirmou.
André também criticou o cenário político e administrativo do país, associando a corrupção ao desperdício de recursos públicos que poderiam ser destinados a áreas essenciais.
“Nada se resolve com esses níveis de impostos e, principalmente, com a corrupção instalada no país. Recursos que deveriam resolver problemas reais do povo acabam desviados para privilégios, abusos e escândalos”, declarou.
Segundo relatos de participantes da sessão, o clima ficou tenso no plenário após as declarações envolvendo corrupção e classe política. Observadores afirmaram que Hugo Motta permaneceu em silêncio durante parte do discurso.