
A Polícia Federal concluiu o inquérito relacionado à Operação Calvário e decidiu pelo não indiciamento de deputados e ex-deputados estaduais da Paraíba investigados por suposto envolvimento em um esquema de desvios de recursos da educação estadual. Entre os nomes citados durante a investigação estava o do atual Secretário de Esporte, Juventude e Lazer e deputado licenciado, Lindolfo Pires (PP).
Além de Lindolfo, os parlamentares Edmilson Soares, Artur Cunha Lima Filho, Tião Gomes, Branco Mendes e o já falecido Genival Matias também foram mencionados nas investigações, sob suspeita de terem se beneficiado de repasses de dinheiro público por meio de empresas fantasmas.
Contudo, de acordo com o relatório final da PF, não foram identificados elementos comprobatórios suficientes que sustentem o envolvimento direto dos parlamentares no suposto esquema criminoso. A conclusão do inquérito ressalta a ausência de provas materiais e testemunhais robustas que justifiquem o indiciamento dos citados.
“Não há elementos que autorizem, neste momento, a imputação formal de crimes aos investigados”, destaca um trecho do documento, que foi encaminhado ao Ministério Público Federal.
Ao Portal Debate Paraíba, Lindolfo Pires se pronunciou sobre o caso. "Desde o início, confiei na justiça e na condução responsável da investigação. Sempre estive à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos e agora, com o fim do inquérito, a verdade se confirma. Estou aliviado e pronto para continuar trabalhando pelo povo paraibano", afirmou o deputado licenciado.
A Operação Calvário investigou, desde 2018, um esquema de desvio de recursos públicos por meio de organizações sociais contratadas pelo governo da Paraíba para atuar nas áreas de saúde, educação e cultura. O desfecho do inquérito, neste caso específico, representa um revés para parte das acusações feitas ao longo da apuração.