
O Tribunal do Júri da Comarca de Sousa, no Sertão da Paraíba, condenou o policial militar do Ceará, Yuri Vieira Alves, a 22 anos, 2 meses e 23 dias de reclusão pelo assassinato do jovem Ramon do Nascimento Sousa, ocorrido na madrugada de 3 de dezembro de 2023, após uma festa de emancipação política da cidade de Uiraúna.
A sessão do júri aconteceu no dia 5 de agosto de 2025. Conforme a denúncia do Ministério Público, Ramon, natural do município de Poço José de Moura, retornava do evento quando foi abordado e baleado pelo policial, que estava à paisana e utilizou uma arma de fogo pertencente à corporação.
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Yuri, que era lotado no batalhão da PM de Orós (CE), estava na Paraíba participando da festividade. Imagens de câmeras de segurança do bairro Nossa Senhora de Lourdes registraram o momento em que o estudante é empurrado duas vezes antes de ser atingido pelo disparo. Após efetuar o tiro, o policial guarda a arma e foge.
A ação foi testemunhada por Fernanda Priscilla Egídio de Andrade, Daianne Ferreira Dantas e Danielle Ferreira Dantas, que acompanharam o policial na fuga. Elas chegaram a ser denunciadas por omissão de socorro, mas foram absolvidas pelo Conselho de Sentença.
Júri reconheceu qualificadoras
Por maioria de votos, o júri popular reconheceu que:
O júri rejeitou a tese da defesa de que o crime teria sido cometido sob domínio de violenta emoção após uma suposta provocação da vítima.
Regime fechado e perda de cargo público
A pena deverá ser cumprida em regime fechado, no Presídio Padrão de Cajazeiras, onde o réu já se encontra preso preventivamente desde 5 de dezembro de 2023 — totalizando até o momento 1 ano, 8 meses e 1 dia de detenção.
O juiz José Normando Fernandes manteve a prisão do acusado e negou o direito de recorrer em liberdade. Também determinou:
Defesa vai recorrer
O advogado criminalista Dr. Ozael da Costa Fernandes, responsável pela defesa de Yuri, informou que vai recorrer da sentença condenatória.
