
O ex-deputado federal Leonardo Gadelha (Podemos), comentou sobre o cenário que começa a se configurar visando as eleições do próximo ano na cidade de Sousa. O suplente de deputado prestou entrevista à TV Dário do Sertão em Brasília nesta segunda-feira (24).
De acordo com Leonardo Gadelha, o cenário é promissor para uma candidatura de oposição em 2024 na cidade dos dinossauros, sertão do estado.
Ele defende a alternância de poder e afirma que é necessário que de tempos em tempos o povo mude as caras, modelos e práticas que estão sendo implementadas na gestão. Leonardo Gadelha ressalta que há um comodismo e com isso leva a gestão a muitas falhas.
O ex-parlamentar pontuou que a oposição precisa dialogar e estabelecer premissas, regras e baliza para a definição da candidatura oposicionista.
“O que tem que levar em consideração é a viabilidade eleitoral, isso é um ponto importante. O candidato qual seja ele, precisa ter viabilidade no ponto de vista eleitoral, mas ele também precisa ser agregador, ele precisa ter a capacidade de dialogar, ele precisa ter um projeto moderno para a cidade de Sousa”, pontuou.
Leonardo Gadelha disse ainda que se sente incomodado com pesquisas que apontam avaliação muito alta de todos os prefeitos do interior. Para ele, a população pode estar acomodada e podem estar também acostumadas com a mediocridade de governos que entregam muito pouco a população.
“A gente tem vivido coisas muito pequenas, tacanhas. Eu vejo prefeitos se orgulhando daquilo que prefeitos nos anos 60 se orgulhava de calçar uma rua. Era motivo de orgulho para prefeitos dos anos 60 fazer um calçamento de uma rua. Nós estamos em 2023, há uma série de novas tecnologias sendo incorporadas que podem fazer a diferença na vida do cidadão”, ressaltou.
Por fim, Leonardo Gadelha explica que o candidato de oposição precisa estar atento as questões esplanadas por ele, e que seja audacioso, que possa entregar um plano de governo que possa fazer diferença para o povo sousense.
“Chaga da mesmice, chega dessa coisa pequena, tacanha, chega da mediocridade, e uma pessoa achar de que um governo que entrega o mínimo é um governo que merece 70, 80% de aprovação e isso é uma coisa que me incomoda. E eu me perguntando, nós estamos diante da melhor safra de prefeitos de todos os tempos ou estamos diante de um processo muito perigoso de perda da esperança por parte da população?”, finalizou.