
O novo presidente da Câmara Municipal de Sousa, vereador Novinho de Carlão (PDT), conversou com o jornalista Leonardo Alves do Portal Debate Paraíba nesta quinta-feira (29) e falou sobre os últimos acontecimentos na política na cidade de Sousa.
O parlamentar começou justificando que os nove vereadores não são amigos do poder como taxou um radialista ligado a gestão municipal durante entrevista coletiva do prefeito Fábio Tyrone (PSB). Novinho ressaltou que os argumentos dos aliados do prefeito de Sousa são muito frágeis. Ele ainda disse que os parlamentares vêm sendo ameaçados todos os dias pela gestão municipal.
“Como é que os nove vereadores são amigos do poder? Se a gente estava no poder. Que argumento é esse? Se nós estamos sofrendo ameaças diárias de quem tem vínculos no governo do estado, que aguamento é essa? Pelo que eu entendo de política, me colocaram para sair do poder. Não sei que argumentação é esse”, disse.
Novinho de Carlão lembrou que a sua eleição foi vitoriosa porque os vereadores aliados votaram nele para presidente. O parlamentar ressaltou ainda que foi o segundo vereador mais votado e foi o responsável pela maior parte de adesões para o prefeito de Sousa nas eleições de 2020.
O vereador frisou que quem traiu foram os próprios aliados de Tyrone ao que ele taxou de “capangas”. Segundo o parlamentar, esses aliados passaram o final de semana que antecedia as eleições da Câmara, jogando terror na rua, desmoralizando secretários e pessoas que receberam a notícia pelo WhatsApp que poderiam serem afastados dos seus cargos na prefeitura.
“Então os traidores não sou eu não, traidores são meias dúzias de capangas que estão aí na rua distribuindo terror para um pai de família que ganha um salário, chega nas repartições e entidades perguntando você está de que lado? Então assim, a população não gosta disso”, desabafou.
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Novinho de Carlão disse ainda que o que foi feito na Câmara Municipal um dia antes da eleição foi um teatro, e lembrou que o vereador que mais “gritou” na tribuna da casa chegou a pedir desculpa e no dia da votação não foi votar. Ele defendeu que os parlamentares devem manter a paz e desarmar o coração.
O presidente taxou os vereadores aliados do prefeito de subserviente, por não terem aprovados as emendas impositivas que iria beneficiar todos os parlamentares na destinação de recursos do orçamento municipal por cada vereador.
“Já houve a primeira situação que a subserviência falou mais alto, e isso é feio! Isso é feio. Agora temos que respeitar os poderes, agora subserviência por cargos, empregos, eu acho assim que não fica bem para a população”, pontuou.
Por fim, Novinho de Carlão afirmou que o que foi feito um dia antes da eleição da Câmara foi baderna. Ele disse ainda que conversou com João Estrela (PDT) e lembrou que o ex-prefeito é que não quer realinhamento político com o atual chefe do executivo sousense.
“Quem foi atrás?”, finalizou.