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Servidores de hospitais universitários da Paraíba entram em greve, incluindo o HU de Cajazeiras

Quase três mil profissionais aderiram a paralisação, que acontece por tempo indeterminado.

Por: Redação Fonte: g1 Paraíba
21/09/2022 às 12h43
Servidores de hospitais universitários da Paraíba entram em greve, incluindo o HU de Cajazeiras
Hospital Universitário de Cajazeiras é uma das instituições que aderiram à paralisação (Foto: Divulgação)

Quase três mil servidores dos hospitais universitários da Paraíba entraram em greve por tempo indeterminado, a partir das 7h desta quarta-feira (21), nos municípios de João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Empresa Pública de Serviços Hospitalares na Paraíba (Sinserh), a paralisação tem o objetivo de demonstrar a insatisfação dos profissionais em relação a vários aspectos do ambiente de trabalho.

Conforme o Sinserh, a mobilização é necessária porque a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) não mostra interesse nas resoluções de acordos coletivos de trabalho há anos.

A entidade diz também que os profissionais de saúde foram informados que “que para promover algum reajuste [salarial], seria necessário tirar direitos [trabalhistas]”.

Em nota, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) disse “que o processo de negociação com as entidades sindicais teve mais de 20 rodadas, porém sem solução. Com o propósito único de viabilizar a conclusão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a empresa solicitou às entidades que apresentassem uma última contraproposta. Ao contrário do que sugere a boa prática em negociações coletivas de trabalho, as entidades sindicais apresentaram 3 propostas distintas e maiores do que as apresentadas anteriormente, ou seja, deixando claro que não estavam dispostas a nenhum tipo de negociação”.

Ainda segundo o sindicato, apenas os setores que não oferecem risco de morte aos pacientes vão parar totalmente. Alguns serviços como clínicas médicas, laboratórios de análises clínicas e centros cirúrgicos devem funcionar com 30% da capacidade. Já as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e as Unidade de Cuidados Intermédios Médicos (UCIMs) não serão afetadas pelo movimento.

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