
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nazarezinho, Rogênia Maciel Lins, fez um desabafo durante o programa Cidade Notícia, da rádio Líder FM, nesta segunda-feira (04) e afirmou que várias professoras do município relataram diminuição no valor dos seus salários no contracheque.
Em áudio divulgado no programa desta segunda, Rogênia falou que ao invés do prefeito de Nazarezinho, Marcelo Vale (Cidadania), estar dando o reajuste do piso salarial, que é uma lei federal, o mesmo diminuiu valor dos salários dos servidores da Educação.
“O momento que o professor mais espera é o início do ano para comemorarmos o reajuste do piso em razão da lei federal. Em Nazarezinho está acontecendo o contrário. Recebi inúmeras ligações informando que os professores tiveram algum tipo de perca salarial”, afirmou.
Na sequência, Rogênia afirmou que Marcelo Vale cortou o ponto após os servidores realizarem uma paralisação para pedir o reajuste do piso salarial.
“A falta de compreensão e respeito [do gestor] em achar que o trabalhador não possa lutar pelos seus direitos. Em gestões anteriores, o sindicato realizou 28 dias de paralisação e nunca tivemos algum corte de ponto”, pontuou.
Leia também: Vídeo: Colisão envolvendo carro e moto deixa homem ferido no centro da cidade de Sousa
Rogênia também falou que o sindicato irá se reunir para ver qual posição tomará, diante do que aconteceu.
“O sindicato se reunirá com o assessor jurídico para ver o que poderá ser feito para que ele possa reconhecer a nossa luta. Estamos tentando compreender o que está acontecendo nos nossos contracheques”, declarou.
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nazarezinho afirmou que o governo de Marcelo Vale tem “princípios de ditadura”.
“Nenhuma gestão que se pauta em princípios de ditadura se sustenta. Estamos vivendo esse tipo de situação aqui em Nazarezinho. Não dialoga com a categoria, com o sindicato, com os professores e não respeita a democracia”, disse.
No fim, Rogênia afirma que está pedindo socorro para resolver a situação e cogita realizar uma greve.
“Nós professores pedimos socorro de forma aberta. Nós estamos pedindo socorro à justiça. O que vem sendo feito aqui para desrespeitar os nossos direitos. Professores estão pedindo uma assembleia, estamos pensando em fazer uma greve”, finalizou.