
O presidente Jair Bolsonaro (PL) revogou, nesta semana, vários decretos de luto oficial publicanos por outros governos de 1992 a 2009. O cancelamento foi determinado em ato que extingue os efeitos de 304 decretos sobre diferentes temas.
Entre os decretos revogados aparecem dois que prestam homenagem aos paraibanos, Antônio Mariz, ex-governador da Paraíba e ex-prefeito do Município de Sousa, que morreu em setembro de 1995. O outro é o mundialmente renomado economista e ex-ministro paraibano Celso Furtado, natural da cidade de Pombal, que morreu em novembro de 2004.
Na relação do desprestigio de Bolsonaro inclui até o religioso, o capuchino Frei Damião de Bozano. Devotado por muitos nordestinos Frei Damião é considerado como santo. Falecido em 1997, Encontra-se atualmente em processo de beatificação e canonização desde 31 de maio de 2003. Porém, sua memória foi altamente desrespeitada pela caneta do presidente capitão.
O desprestigio da Caneta de Bolsonaro também inclui nomes como do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, do bispo católico Dom Hélder Câmara, do ex-senador e historiador Darcy Ribeiro.
(Ex-ministro paraibano Celso Furtado)
Desde que assumiu a Presidência da República, Jair Bolsonaro declarou luto apenas em dois momentos: ao seu guru, o escritor bolsonarista Olavo de Carvalho, nesta semana, e ao ex-vice-presidente Marco Maciel, no ano passado.