
Ainda em delação premiada feita pelo ex-secretário de Saúde do Estado, Waldson de Souza afirmou que o governador João Azevêdo foi o responsável por, de forma efetiva, a obstruir a justiça e a orientar seus comparsas após a deflagração da Operação Calvário na Paraíba. O objetivo era destruir provas, esconder conexões e camuflar a organização criminosa.
Segundo delação, João Azevêdo recebeu informações das operações com antecedência e repassava para os membros os detalhes de como ocorreria. Perguntado sobre um exemplo, o ex-secretário narrou o caso em que foi cumprido o mandado de busca e apreensão na residência de Gilberto Carneiro, em João Pessoa.
Waldson afirmou que o grupo soube antes como tudo iria acontecer após ser convocado para uma reunião com João Azevêdo na granja, no dia 29 de abril de 2019. Na ocasião, cada um tinha que entrar no escritório, um a um, para receber as informações que ocorreria.
Ainda, João Azevêdo teria deixado todos cientes que somente a casa de Gilberto receberia a Operação e que poderiam ficar tranquilos naquele momento. No dia 30 de abril de 2019, tudo aconteceu exatamente como João tinha antecipado.
Enquanto João conversava com os envolvidos na Granja, Ricardo conversava com Gilberto Carneiro sobre a sua exoneração e sobre o fato que ocorreria em sua residência. No dia da chegada do GAECO à residência de Gilberto, não havia nada.