
Em delação premiada em fase da Operação Calvário, o ex-secretário de Saúde do governo Ricardo Coutinho, Waldson de Souza afirmou que o então Governador era o “chefe da organização criminosa” e usou o cargo para formar a mesma.
Ao ser perguntado sobre o ex-governador do Estado, Waldson de Souza reafirmou que Ricardo Coutinho era chefe da organização criminosa, designando papéis, determinando tarefas e sempre dando a última palavra sobre a atuação da organização. Segundo o ex-secretário, Ricardo também estava envolvido em acordos, negociatas, no modus operandi e em determinação de valores das propinas.
Waldson afirmou também que Ricardo Coutinho era “uma pessoa de temperamento agressivo” e que “sempre teve grande autoridade sobre seus subordinados”.
Segundo ele, cabia a Ricardo realizar as negociações mais importantes, centralizando as tomadas de decisões sobre a atuação política. Em relação a parte administrativa do governo estadual e sobre as negociações de grandes contratos, o ex-secretário afirmou que a partir de 2011 criou-se um “propinoduto” que alimentava financeiramente seu patrimônio econômico e as campanhas eleitorais suas e de seus aliados, por caixa dois.