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Quatorze pessoas são encontradas em condição análoga à escravidão, em Boqueirão

Dentre as pessoas encontradas, havia uma criança de 9 anos que trabalhava no sítio.

14/10/2021 às 11h22 Atualizada em 14/10/2021 às 12h01
Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
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A operação foi da Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Trabalho e da Vigilância Sanitária (Foto: Divulgação/PRF)
A operação foi da Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Trabalho e da Vigilância Sanitária (Foto: Divulgação/PRF)

Em operação conjunta entre Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério Público do Trablho (MPT) e a Vigilância Sanitária, quatorze pessoas foram resgatadas em situação análoga à escravidão, em Boqueirão. Dessas quatorze pessoas, havia mulheres e uma criança de nove anos que vieram da Bahia para a Paraíba com a promessa de emprego. Eles foram encontrados em uma plantação de frutas e sem condições dignas de trabalho e estadia.

Segundo a PRF, a operação se deu início após duas mulheres que trabalhavam na plantação fizeram denúncia ao MPT. As mesmas realizavam o manuseio de agrotóxicos para pulverização da plantação quando não se sentiram bem e precisaram sair do sítio para receberem atendimento médico. Elas aproveitaram o momento e fizeram a denúncia ao MPT.

A partir de então, o Ministério Público do Trabalho e a Vigilância Sanitária tentaram realizar a fiscalização do sítio, mas tiveram dificuldades. Os policiais do Comando de Operações Especiais (COE-PB) e do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), da PRF de Campina Grande foram acionados para oferecer apoio aos órgãos e facilitar a fiscalização.

No local da denúncia, ficou claro que 14 pessoas trabalhavam em situação análoga à escravidão, e dentre elas havia uma criança de nove anos de idade que pilotava uma motocicleta pulverizadora. Não havia condições mínimas de higiene e estadia no local. As instalações feitas para eles dormirem eram precárias e havia insegurança na realização dos trabalhos. Após, foi descoberto que os donos do sítio traziam trabalhadores da Bahia com a promessa de terem um emprego digno.

Todos que estavam trabalhando no local foram identificadas e resgatadas pelos órgãos, tiveram apoio e retornarão para suas casas, na Bahia. Dentre os donos do sítio, três foram autuados e deverão responder pelo crime.

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