
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou de fora de uma cúpula convocada nesta sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para lidar com mudanças climáticas e preparar a reunião da ONU sobre o tema, em outubro em Glasgow.
Argentina, Bangladesh, Indonésia, Coreia do Sul, México, Grã-Bretanha e União Europeia participaram do encontro, além do secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres. Além de Bolsonaro, ficaram de fora líderes da China e Rússia. Na agenda do presidente brasileiro nesta sexta-feira, de fato, não há qualquer previsão de eventos internacionais.
Durante o evento, Biden pediu aos líderes mundiais que se usam aos compromissos dos Estados Unidos e à União Europeia para reduzir as emissões de metano.
Em abril, o americano havia convocado também líderes de todo o mundo para tratar do tema e Bolsonaro foi um dos convidados. No mesmo que o brasileiro tomou a palavra, entre os últimos da lista do evento, Biden sequer estava na sala para ouvi-lo.
Agora, a opção da Casa Branca foi por reduzir o número de parceiros e chamar apenas o grupo Major Economies Forum.
Um dia antes, a ONU alertou que nem a covid-19 havia reduzido o impacto da sociedade nas mudanças climáticas e que o mundo estava perdendo a luta para cortar as emissões de gases para limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.
Durante o encontro, Biden pediu que as demais nações aderissem ao pacto dos Estados Unidos e pela UE para reduzir as emissões globais de metano em pelo menos 30% até 2030. "Acreditamos que o objetivo coletivo é ambicioso, mas realista, e pedimos que se juntem a nós para anunciar este compromisso na COP26", disse Biden.
Durante o encontro, Biden ainda explicou que seu enviado especial John Kerry estava atuando nos bastidores para garantir que, em Glasgow, as economias emergentes também se comprometam com metas ambiciosas.