
Nessa quarta-feira (28), uma ação desencadeada pelos agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da Polícia Civil, resultou na prisão de Almir Rogério Gomes da Silva, no município de Queimadas, região de Campina Grande, apontado como um dos chefes da milícia da Gardênia Azul, suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no Estado do Rio de Janeiro.

A ação foi coordenada pelo delegado Diego Beltrão, onde revelou que as investigações descobriram que Almir cometeu outro assassinado no Rio de Janeiro, no dia 3 de junho, o que pode ter sido o motivo para ele fugir para a Paraíba. Um homem que estava em companhia de Almir também foi preso pelos agentes civis, e o andamento das investigações irá revelar se ele também tem envolvimento com os crimes que ocorreram no Rio de Janeiro.
A organização criminosa foi citada em uma reportagem da revista Veja, em 17 de julho deste ano, pela viúva do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega (morto na Bahia e investigado por chefiar milícias no Rio), ao falar sobre quem teria matado a vereadora Marielle Franco (PSB/RJ).
Em entrevista concedida à imprensa, Beltrão informou ainda que Almir vai passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (29) e depois deverá ser transferido para um presídio. "Trata-se de um criminoso muito perigoso, com indícios fortes de que estava traficando drogas e planejando ataques a instituições financeiras no nosso estado”, disse o delegado.

Confira a nota divulgada pela Polícia Civil
“A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), no município de Queimadas/PB. O alvo estava na companhia de outro homem, que também foi preso. O nome do alvo principal está no site www.disquedenuncia.org.br, do Rio de Janeiro. Ele já foi denunciado pelo Ministério Público do RJ, que pediu a condenação do investigado com base no assassinato de Eliezio Victor do Santos Lima, em outubro de 2018”.