
Após perder o mandato nas eleições anteriores, o ex-prefeito de Uiraúna, Segundo Santiago, foi acusado por vereadores da cidade de que teria falsificado documento para tentar provar junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, em Brasília, a inocência do seu tio, o deputado federal Wilson Santiago (PTB).
Os vereadores da cidade protocolaram junto ao Ministério Público Federal essa acusação que deixam explícita a falsificação por Segundo Santiago.
Wilson Santiago foi denunciado na Operação Pés de Barro. Essa operação tem como base um acordo de colaboração premiada. Esse colaborador afirmou à Polícia Federal que teria sofrido pressão para pagar propinas que variavam entre 10% e 5%. As vantagens ilícitas, segundo a PF, variam de suposto superfaturamento das obras da Adutora de Capivara. Esse sistema adutor deve se prolongar numa região entre São José do Rio do Peixe/PB e Uiraúna/PB, terra do seu sobrinho.
As obras contratadas, inicialmente, pelo valor de R$ 24,8 milhões, já teriam permitido, de acordo com os investigadores, a distribuição de propinas no valor de R$ 1,2 milhão. Estão envolvidos neste caso além de Wilson Santiago (PTB), o ex-prefeito de Uiraúna, João Bosco Fernandes, que foi preso.
Acontece que, segundo os parlamentares, ao contrário do que foi falado através de ofício do ex-prefeito Segundo Santiago, a obra mencionada não está próxima de ser concluída, ocasionando em inverdades no documento. Outro fator é a aplicação de material de péssima qualidade, o que comprometeu a segurança da obra.
Confira o resumo da denúncia:
“Em 23 de dezembro de 2020, quase um ano depois da prisão do ex-prefeito Bosco Fernandes na Operação Pés de Barro e da paralização da obra da Adutora Capivara, o Sr. Nilson Santiago Segundo, popularmente conhecido por Segundo de Wilson Santiago, apresentou Resposta ao Ministério do Desenvolvimento Regional nos autos do processo administrativo de nº 59204.007376/2017-58, referente ao convênio para a construção da Adutora da Capivara. Na resposta o novo prefeito na época faz a defesa do procedimento licitatório e da obra, atestando a inexistência de corrupção, notadamente para livrar a responsabilidade de seu tio Wilson Santiago. Para embasar e dar ares de veracidade a seus argumentos, o prefeito Nilson Santiago Segundo apresenta um documento denominado “6º Relatório de Progresso”, cujo teor e assinatura do engenheiro possuem veracidade duvidosa”