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Cidades da Paraíba se defendem e afirmam que houve um "erro de registro"; uma cidade confirmou a aplicação

18 municípios paraibanos responderam a reportagem da Folha de São Paulo que afirmava que doses vencidas de Astrazeneca foram aplicadas na Paraíba

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
03/07/2021 às 13h07 Atualizada em 05/07/2021 às 12h35
Cidades da Paraíba se defendem e afirmam que houve um
Segundo a Folha de São Paulo, doses vencidas de Astrazeneca foram aplicadas em mais de 1.500 municípios brasileiros (Foto: R7)

O jornal Folha de São Paulo publicou, nesta sexta-feira (02), uma notícia de que cerca de 26 mil doses vencidas da Astrazeneca foram aplicadas na população brasileira. Foram mais de 1.500 cidades que tiveram aplicação do imunizante. Na Paraíba foram 253 doses aplicadas em mais de 40 cidades.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Saúde informou que o problema pode ser natural de um erro de registro ou pela demora dos municípios em aplicar as doses, tendo em vista que a entrega das vacinas às cidades ocorre em um intervalo de 24h.

Apenas a cidade de Alagoa Grande que confirmou ter aplicado vacinas vencidas na população. Segundo as autoridades da cidade, foram aplicadas 72 doses. Segundo a prefeitura, aproximadamente dois meses atrás percebeu o erro, então entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde para informar sobre o ocorrido e solicitar o reforço na vacinação para essas pessoas.

O Secretário Geraldo Medeiros informou que pelo menos 18 municípios que apareceram no levantamento da Folha já informaram oficialmente que seus nomes constam devido a um “erro de registro” na data da vacinação. Sousa não está inclusa nessa lista. São elas:

João Pessoa, Campina Grande, Sertãozinho, Itabaiana, São José de Piranhas, Cajazeiras, Mamanguape, Itapororoca, Baraúna, Cabedelo, Queimadas, Esperança, Boa Vista, Taperoá, Remígio, Itaporanga, Nova Floresta e São José dos Cordeiros.

ATUALIZAÇÃO:

Em resposta ao nosso companheiro Leonardo Alves, a Secretária de Saúde de Sousa, Amanda Silveira, enviou a seguinte mensagem:

Leonardo, acho improvável que essas vacinas tenham sido aplicadas fora da validade. O lote em questão é o lote recebido na primeira remessa, ou seja, em janeiro. Tinha validade até 14/04. E nós zeramos todo o estoque em poucos dias. Outra coisa, os frascos da Astrazeneca possuem 5 doses, como apareceram apenas duas pessoas? Com certeza se trata de alguma erro de digitação ou inconsistência do sistema. Já solicitei ao nosso responsável pelo sistema de informação do PNI para puxar os nomes dessas pessoas e checaremos o formulário delas, para averiguar a data da aplicação da vacina e constatar se foram ou não aplicadas fora da data de validade. Mas repito, acho pouco provável! Todos sabem que recebemos vacina num dia e no outro já zeramos o estoque. Por exemplo, hoje recebemos vacina às 7:40 da manhã, de 13h já não tinha mais nenhuma. Mas assim que obtivermos os dados do SIPNI passo para você.

O Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde emitiu a seguinte nota:

Conasems informa e reafirma que os municípios brasileiros não aplicam vacinas com prazo de validade expirado. Embora o MS tenha envidado esforços contínuos para aprimorar o sistema de informação adotado para registro das doses aplicadas, ainda temos fragilidades que necessitam ser superadas.  Temos insistido e cobrado sobre a fragilidade dos sistemas de informações do Ministério da Saúde, precariedade dos mesmos e a ineficiência para tomada de decisão. Os profissionais destacados pelos municípios para aplicação das vacinas, adotam as boas práticas de vacinação, que entre vários itens observados, os lotes são devidamente verificados quanto ao prazo de validade e existe triagem rigorosa nesse processo. Em relação a matéria sobre aplicação de vacinas com prazo de validade expirado em 1500 municípios brasileiros esclarecemos o seguinte.

No início da vacinação nos meses de janeiro e fevereiro o sistema de informações do PNI apresentava muita instabilidade, o que não permitia alimentação célere das doses aplicadas, com consequente atraso na digitação. 

Além disso o tempo da digitação é muito maior que o tempo da vacinação, não é possível informar os dados em tempo real.

Data da digitação dos dados do vacinado não necessariamente corresponde ao dia efetivo de vacinação. Essa diferença chegou a 60 dias de diferença naquele momento. 

Em locais de vacinação organizados para aumentar o acesso da população à vacina como drive thru, centros de vacinação, vacinação extramuros em algumas instituições (ILPI, penitenciárias, entre outros), os dados são inseridos no sistema de informação a posteriori.  

Destacamos que o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem registro individualizado e amplamente divulgado, com mais de 100 milhões de registros de doses aplicadas com várias varáveis individualizadas no sistema de informação adotado, mesmo com todos os problemas de conectividade e plataformas que temos.

Lembramos ainda que o número de doses de vacina para covid-19 adquiridas e distribuídas pelo MS, sempre foi muito aquém da necessidade para cumprirmos com o PNO, ou seja, na realidade assim que chegaram nos municípios foram imediatamente aplicadas, não havendo a possibilidade de expirar seu prazo de validade. Portanto, 

Os municípios brasileiros priorizam o ato de vacinar e proteger a população e seguem firme no propósito de defesa do Sistema Único de Saúde – SUS.

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