Terça, 19 de março de 2019
83 9-9601-8376
Política

15/01/2019 às 10h20 - atualizada em 16/01/2019 às 10h53

Redação

João Pessoa / PB

A ‘autofagia’ de Tyrone
Olá gente, segue mais uma coluna onde narro um pouco do que vocês precisam saber. Vamos lá!
A ‘autofagia’ de Tyrone
Fábio Tyrone. (Foto: reprodução).

Não, não vou emitir opinião a respeito de mais esse caso medonho que envolve o atual Prefeito de Sousa Fábio Tyrone (PSB). Até por que ninguém aguenta mais ouvir falar nisso né mesmo?


Se bem que violência, principalmente contra mulheres, não deveria cair nunca no comum, muito menos em algo insuportável de se ouvir. Mas minha análise se dará pelo conjunto da obra.


Se percebermos Tyrone é alguém que vive em uma “autofagia” cotidiana. E o leitor sertanejo agora deve está se perguntando: Mas o que diabos é essa tal “autofagia”?


Explico:


Autofagia é uma palavra de origem grega (auto = eu e fagia = comer) que significa “comer a si mesmo”. O termo foi utilizado em 1963 por Christian de Duve, durante um simpósio sobre lisossomos, para descrever processos que envolviam vesículas associadas a essas estruturas, as quais estariam relacionadas à reciclagem celular.


Resumindo; 'Autofagia' nada mais é do que as suas células devorando você por dentro.


Depois dessa breve explicação, podemos retomar o raciocínio; Ao longo de sua curta trajetória de vida política, Fábio Tyrone sempre esteve envolvido em situações que causaram embaraços não só a ele, mas a quem o rodeia.


E todo menino do buchão que já comeu bolacha peteca torrada no leite sabe que a política não aceita quem provoca essas situações, até porque não é racional.


Foi assim em 2010, quando diante de milhares de pessoas, o alcaide ainda em sua 1ª administração, tirou a camisa, rodou no dedo, e dançou até o chão na edição do Sousa Folia daquele ano, deixando os então aliados Cássio Cunha Lima, Cícero Lucena e Efrain Morais perplexos. Ainda em 2010, no Forró Fest, Eu e mais um amigo tivemos que segurar o evento por algumas horas, por causa de uma ‘Indisposição’ derivada de uma noite mal dormida, se é que os entendedores entendem.


Outra situação autofágica foi o episódio ‘Canoa Quebrada’ em 2011, que omei conhecimento ainda na madrugada, quando repentinamente meu celular desembestou a tocar ensandecidamente. Naquele momento, vi um Fábio procurando alguém que pudesse tira-lo da sarjeta em que se encontrava, um Fábio que implorava pelo perdão de sua então esposa, da sua família, dos seus amigos, e principalmente da população, diante aquele escândalo de proporções em nível de Nordeste.


Ainda em 2011, surgiu o caso da ‘Miss’ PB Fátima Camboin, que apareceu em uma nota de rodapé de jornal como a ‘Namorada’ do Político, que era casado, pai de 4 filhos, e que era de conhecimento mais do que público.


Você que chegou a ler até aqui deve estar se perguntando duas coisas: Quando termina esse texto interminável, e por que Fábio Tyrone é autofágico?


Pois bem; eu explico.


O Texto já está acabando (A quantidade de problemas e escândalos não), mas não tem como discorrer sobre tudo.


A autofagia dele se dá por esse aspecto de sempre estar envolvido em histórias de cunho pessoais ou não, onde o efeito é devastador para ele politicamente, mas principalmente é devastador para as pessoas que estão por perto, e no caso da cidade, é imensurável pelo fato que seu prefeito sempre coloca o município nas páginas policiais.


Fábio Tyrone é autofágico, pois com suas atitudes ele faz com que suas células o devorem com a fome dos viajantes do deserto, mas também devore com muito mais vigor quem o cerca, quem se aproxima dele inclusive com sentimentos que deveria regozijar seu coração, mas que não o atinge, e nem o abala.


Sua autofagia e sua sede de se manter no poder está tão sem controle, que nem sequer ele se sentiu desconfortável na entrevista ao programa de Ademar Nonato para pedir votos para a reeleição.


Confesso que me assusto com esse ‘Novo Fábio’, pois o Fábio que convivi durante 5 anos é muito diferente desse atual. Aquele era um Fábio que se emocionava com facilidade com as pequenas coisas. Aquele era um Fábio que transpirava encanto. Esse de agora, é um Fábio Rancoroso, Vingativo, que não se importa com nada, nem com ninguém, e que está disposto a passar por cima de todo aquele que se por na
frente do seu caminho.


A dúvida que se impõe nesse momento é: Quem sobrevive? As células, ou a vida política dele?

FONTE: Alexandre Galvão

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Alexandre Galvão

Alexandre Galvão

Blog/coluna Colunista e Blogueiro, Atualmente diretor administrativo na Rádio Max Correio FM, Locutor e produtor de áudio, além de atuar no mundo publicitário. Por meio deste espaço, iremos comentar os assuntos mais quentes e palpitantes da política sertaneja e paraibana, sempre com irreverência, imparcialidade e respeito.
Facebook
Copyright © 2019 :: Todo o conteúdo deste site é de uso exclusivo do Debate Paraíba e suas subdivisões. Proibida reprodução ou utilização a qualquer título, sob as penas da lei