
O que deveria ser uma sessão protocolar para marcar a chegada de um novo vereador temporário terminou em clima de tensão e levantou questionamentos nos bastidores da política de Sousa. A principal dúvida que passou a circular entre aliados do suplente Victor Rabelo é se houve ou não uma articulação para impedir a realização da posse.
A sessão estava prevista para a tarde desta quarta-feira (12), na Câmara Municipal de Sousa, para dar posse a Victor Rabelo (PL), convocado a assumir temporariamente uma cadeira no Legislativo após o afastamento do vereador Alyson Pipoca, pelo período de 121 dias.
O ato, no entanto, não aconteceu. A ausência de parte dos vereadores da base governista acabou inviabilizando a realização da posse conforme estava prevista.
Familiares, amigos, eleitores e lideranças comunitárias haviam comparecido à Câmara para acompanhar a chegada do suplente ao Legislativo.
Estiveram presentes a presidente da Casa, Amanda Silveira, e o vereador da base governista George Sucupira. Pela oposição, compareceram Ananias Vieira e Johanna Estrela. O vereador Novinho de Carlão, também oposicionista, estava em João Pessoa e participaria da sessão de forma remota.
Segundo a presidência da Câmara, os demais vereadores ausentes apresentaram justificativas relacionadas a problemas de saúde ou questões familiares.
Apesar das justificativas apresentadas, a ausência coletiva de parte expressiva da base governista provocou especulações entre aliados de Victor Rabelo, que passaram a interpretar o episódio como uma possível manifestação de insatisfação política.
A situação ganhou ainda mais repercussão em razão do histórico recente de Victor Rabelo na política de Sousa.
Candidato a vereador pelo PL nas eleições municipais de 2024, Rabelo terminou como primeiro suplente, ficando a aproximadamente sete votos de conquistar uma cadeira titular.
Após o pleito, ele também ingressou com ações na Justiça Eleitoral questionando possíveis irregularidades e supostas fraudes relacionadas à formação de chapas partidárias nas eleições municipais.
Esse histórico passou a ser considerado por aliados do suplente ao analisarem as circunstâncias que envolveram a sessão desta quarta-feira.
Apesar das especulações, não há, até o momento, confirmação de que as ausências tenham sido previamente articuladas com o objetivo de impedir a posse de Victor Rabelo.
As justificativas apresentadas pelos parlamentares apontam para problemas de saúde e questões familiares. Dessa forma, qualquer afirmação de que houve um boicote organizado ainda dependeria de comprovação.
O episódio, porém, evidenciou a tensão existente nos bastidores da política sousense e colocou novamente o nome de Victor Rabelo no centro das disputas políticas do município.
Por enquanto, a posse de Victor Rabelo não aconteceu, e o caso deverá continuar repercutindo nos bastidores da Câmara Municipal de Sousa. A próxima sessão está maraca para a terça-feira (18), apartir das 17h00 na casa legislativa sousense.