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Fragmentação de dados ainda desafia a gestão em saúde

A convivência de múltiplos softwares que não se comunicam eleva custos, dificulta a rastreabilidade e recai sobre o paciente na forma de filas e re...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
22/07/2026 às 17h57
Fragmentação de dados ainda desafia a gestão em saúde
Divulgação Datasigh

A transformação digital da saúde colocou a integração de dados no centro das prioridades de clínicas e hospitais. Em um cenário em que eficiência operacional, segurança assistencial e controle de custos definem a competitividade das instituições, soluções capazes de unificar processos antes divididos em vários sistemas passaram a ganhar espaço nas estratégias de modernização do setor.

Um dos entraves mais persistentes é a coexistência de sistemas que não conversam entre si. É comum que uma mesma instituição opere o prontuário em um software, o centro cirúrgico em outro, os setores financeiro e de compras em um terceiro e o diagnóstico por imagem em um sistema à parte. Cada um cumpre sua função, mas a comunicação entre eles depende de integrações mantidas separadamente, o que dificulta a rastreabilidade das informações e fragiliza a gestão baseada em dados.

Digitalização avança mais que a interoperabilidade

O desafio aparece nos indicadores do setor. Segundo a pesquisa TIC Saúde, conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 92% dos estabelecimentos de saúde já utilizam algum sistema eletrônico para registro de informações dos pacientes, porém apenas 44% dispõem de sistemas capazes de enviar ou receber encaminhamentos eletrônicos, evidência de que a digitalização avançou mais rápido do que a interoperabilidade entre plataformas.

Nesse contexto, a Datasigh, healthtech sediada em Vitória (ES), posiciona o Datasigh Web, plataforma que reúne em um único ambiente processos assistenciais e administrativos. O sistema abrange prontuário eletrônico, agendamento, centro cirúrgico, faturamento de convênios, financeiro, compras, estoque e farmácia, além dos módulos de arquivamento e distribuição de imagens (PACS) e de informação em radiologia (RIS), todos operando sobre uma mesma base de dados.

Na prática, a proposta parte da ideia de que o ganho de eficiência não está em integrar bons sistemas isolados, mas em eliminar a barreira entre eles. Um insumo consumido no centro cirúrgico é baixado do estoque, repercute no custo do procedimento e alimenta o faturamento sem passagem manual entre plataformas. O módulo de imagem possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como software como dispositivo médico, classificação que impõe exigências específicas de qualidade e rastreabilidade.

Para Gunther Morais, sócio da Datasigh, o desafio das instituições deixou de ser a adoção de bons sistemas e passou a ser a forma como eles se conectam. "O mercado já entendeu que precisa digitalizar cada área. O que ainda se subestima é o custo de manter essas áreas em sistemas que não se falam", afirma.

Segundo ele, quando setores como centro cirúrgico, estoque, financeiro e imagem operam separados, a instituição gasta tempo reconciliando dados e perde a visão do conjunto.

A pressão por redução de custos e maior segurança assistencial tende a ampliar a busca por plataformas voltadas à integração de processos e à gestão baseada em dados, tanto em instituições privadas quanto públicas.

Para saber mais, basta acessar: https://datasigh.com.br/

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