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Protocolo Zero Trust amplia segurança contra deepfakes

Manipulação de voz por inteligência artificial reforça a necessidade de estratégias para garantir autenticidade em eventos com transmissão ao vivo,...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
22/06/2026 às 14h45
Protocolo Zero Trust amplia segurança contra deepfakes
Divulgação Grupo RG Eventos/José Júnior

As transmissões ao vivo deixaram de ser apenas operações audiovisuais e passaram a ocupar um papel crítico na segurança digital de instituições públicas e privadas. Em eventos híbridos e corporativos, em que estão presentes autoridades, executivos, investidores e informações sensíveis, o risco de fraude ganhou novas dimensões. A manipulação de voz por inteligência artificial, conhecida como deepfake, já é considerada uma ameaça real em 2026, capaz de comprometer reputações e gerar crises em tempo real.

Segundo levantamento da Sumsub divulgado pelo TecMundo, as fraudes com deepfake cresceram 126% no Brasil nos últimos dois anos, tornando o país responsável por quase 39% dos ataques na América Latina. Embora o número seja alarmante, o Brasil lidera na taxa de detecção de fraudes em comparação com Colômbia, Argentina e Chile.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa conduzida pela empresa de segurança McAfee registrou aumento de 1.740% no volume de deepfakes usados em golpes desde 2024. O estudo mostra ainda que cerca de 22% dos entrevistados admitiram ter sido enganados em algum momento por conteúdos manipulados.

Nesse contexto, protocolos de segurança Zero Trust estão se consolidando como referência ao permitir que eventos sejam monitorados em tempo real com validação de acessos e detecção de comportamentos anômalos. José de Souza Junior, advogado e professor especialista em cibersegurança e diretor jurídico do Grupo RG Evento, explica que o modelo parte de uma premissa simples: ninguém e nenhum dispositivo deve ser considerado confiável automaticamente.

"Nenhuma ferramenta isolada resolve o problema. Para mitigar riscos de deepfake em transmissões ao vivo, as soluções precisam combinar tecnologia e governança, como autenticação multifator para equipes técnicas, credenciais individuais e não compartilhadas, acesso por perfil de função, segmentação de rede, validação de dispositivos, controle dos links de transmissão, proteção das chaves de streaming, registro de logs, monitoramento contínuo e plano de resposta a incidentes", alerta.

De acordo com o especialista José de Souza Junior, o risco de invasão por meio da simulação de voz gerada por IA deixou de ser apenas uma hipótese. "Um conteúdo falso, uma fala manipulada ou uma inserção indevida pode circular antes que a organização consiga checar, responder e controlar o dano. Por isso, a segurança em eventos híbridos não pode mais ser tratada como item acessório. Ela precisa fazer parte da arquitetura do evento desde o planejamento", afirma.

No campo eleitoral, Junior ressalta que o TSE já começou a tomar medidas contra fraudes. Recentemente, o órgão aprovou uma resolução que proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao seu encerramento. A medida reflete a preocupação institucional com o impacto da manipulação digital na confiança pública.

Entre os principais riscos apontados pelo especialista estão o reputacional, quando um áudio falso atribuído a uma autoridade compromete a credibilidade de uma instituição; o operacional, quando um deepfake induz equipes a seguirem orientações falsas; e o jurídico, já que, sem registros técnicos, a organização pode ter dificuldade em comprovar que foi vítima de fraude.

"O risco não está apenas na tecnologia em si, mas no uso estratégico dela. O deepfake não precisa enganar para sempre; basta agir por tempo suficiente para gerar dúvida, pânico, rejeição ou decisão precipitada", exemplifica.

Um levantamento da Fortune Business Insights estima que o mercado global de segurança Zero Trust ultrapasse faturamento de US$ 49 bilhões em 2026, com projeções de atingir US$ 148,68 bilhões até 2034. O crescimento reflete a necessidade crescente de proteger ambientes digitais diante da sofisticação das fraudes habilitadas por inteligência artificial.

Diante desse panorama, José de Souza Junior destaca que uma empresa especializada é capaz de atuar em todas as fases de um evento. "Antes, ela realiza análise de risco, mapeamento da infraestrutura e testes de vulnerabilidade. Durante, acompanha em tempo real a estabilidade da transmissão, identifica acessos suspeitos e monitora redes sociais para detectar conteúdos manipulados. Depois, entrega relatórios técnicos, evidências e recomendações de melhoria."

"No entanto, não basta apenas ter um detector de deepfake. É preciso protocolo, governança, cadeia de custódia e resposta rápida. Em eventos de alta exposição, a segurança deve funcionar como uma sala de situação digital: identificar rapidamente, classificar o risco, preservar a prova e comunicar com precisão antes que a fraude domine a narrativa", conclui o especialista.

Para saber mais, basta acessar:https://gruporgeventos.com.br/

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