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Drift integra IA e produção criativa em novo modelo

Nova empresa da Beta Rede chega ao mercado com abordagem híbrida que combina tecnologia generativa e captação tradicional, entendendo a IA como um ...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
01/06/2026 às 14h38
Drift integra IA e produção criativa em novo modelo
Pexels

Em um cenário em que a tecnologia generativa ainda provoca debates entre entusiasmo e cautela no mercado publicitário e audiovisual, a Drift, nova empresa da Beta Rede, nasce com um posicionamento claro: a tecnologia não é ameaça, nem substituição, nem modismo. É um braço estratégico a serviço da narrativa, da eficiência e do negócio.

A nova empresa do ecossistema da holding de comunicação chega ao mercado com o objetivo de transformar a produção audiovisual por meio da tecnologia generativa, posicionando a inteligência artificial (IA) como uma ferramenta estratégica para a construção de sistemas narrativos escaláveis e eficientes — e não como um substituto criativo.

Diferente das produtoras tradicionais, a Drift foca na criação de ativos que podem ser desdobrados em múltiplas plataformas, garantindo que marcas mantenham consistência visual e narrativa em larga escala. A operação nasce com um modelo híbrido, que integra a captação convencional de imagens com processos avançados de geração sintética, permitindo uma entrega mais ágil e personalizada para as demandas contemporâneas do marketing e do entretenimento.

Tecnologia como diferencial estratégico

O posicionamento da Drift reflete uma mudança de paradigma no setor. Em vez de utilizar a IA apenas para efeitos isolados, a empresa a incorpora desde a fase de planejamento e roteirização. Segundo Diego Locatelli, cofundador e diretor de sistema criativo da Drift, a tecnologia é um meio para expandir o que é possível realizar no audiovisual.

"O audiovisual é uma ferramenta de possibilidades. Pode ser um filme de 30 segundos ou um sistema inteiro de imagens que sustenta uma comunicação ao longo do tempo. A tecnologia generativa faz parte do nosso arsenal, mas não é o centro dele", afirma Locatelli. O executivo destaca que a empresa mantém uma lógica publicitária clássica, priorizando o conceito e a estratégia antes da execução técnica.

Nesse processo, a empresa também investe na geração de seus próprios dados e bases de referência, garantindo maior autoria nas criações e segurança no uso dos modelos. A preocupação com a governança das informações e com o acompanhamento jurídico das obras faz parte da estrutura da operação, oferecendo mais previsibilidade e proteção tanto para os projetos quanto para os clientes.

Essa lógica de adaptação constante inspira o próprio nome da empresa. No automobilismo, drift é o ato de deslizar com controle, metáfora que traduz a proposta da companhia de navegar entre tecnologia, linguagem e modelo de negócio com segurança, mesmo em terrenos instáveis.

Eficiência operacional e cases de sucesso

A metodologia da Drift já apresenta resultados concretos. Antes mesmo do lançamento oficial, a empresa executou 24 projetos que utilizaram tecnologia generativa em diferentes etapas do fluxo de produção.

A Drift estima uma otimização média de prazo de cerca de 40% em relação a fluxos exclusivamente tradicionais, ampliando a capacidade de versões, testes e desdobramentos narrativos. A proposta é permitir que campanhas gerem mais conteúdos, formatos e ativações a partir de um mesmo sistema narrativo, possibilitando que as marcas respondam com maior velocidade às tendências de mercado sem comprometer a qualidade estética.

Entre os trabalhos de destaque está a colaboração no lançamento do Haval H6 2026, da montadora GWM, onde a tecnologia foi utilizada para estruturar a base visual da campanha. A Drift também desenvolveu soluções para o projeto institucional dos 100 anos do Laboratório Fleury e criou sistemas híbridos para a Asics. Esse desempenho garantiu à empresa a seleção para o AIC (Artificial Intelligence Competition), festival da Human Academy, nas categorias de Curta-Metragem e Comercial.

Integração ao ecossistema Beta Rede

A Drift é a sexta empresa da Beta Rede, juntando-se à Prósper, Camisa 10, Buzz.me, Node Analytics e Ecosocial. A holding, liderada pelo CEO Rimaldo de Sá, opera no chamado "modo beta", uma cultura organizacional voltada para a experimentação e adaptação constante às transformações digitais.

"Priorizamos a compreensão profunda de contexto, comportamento e dados para ajudar nossos clientes a se manterem relevantes. As necessidades do mercado continuam as mesmas — vender mais, diferenciar produtos, construir marca —, mas as formas de atendê-las precisam evoluir constantemente", explica Rimaldo de Sá. Para o executivo, a Drift é a resposta natural à necessidade de escala no consumo de conteúdo audiovisual.

Expansão global e perspectivas

Com sede no Brasil, a Drift já projeta sua expansão internacional. O plano estratégico para os próximos três anos inclui a entrada no mercado asiático, com foco especial na China, polo de inovação em tecnologia generativa e consumo digital. A empresa pretende consolidar sua atuação não apenas na publicidade, mas também nos setores de entretenimento, comunicação pública e vídeos institucionais de alta complexidade.

A meta é estabelecer a Drift como uma referência global em operações audiovisuais que equilibram a sensibilidade humana da direção criativa com a potência de processamento da inteligência artificial, transformando a maneira como as organizações se comunicam com seus públicos.

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