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Com retorno de Cubanos, Paraíba perde 134 profissionais da saúde, Sousa fica sem dois

Um outro ponto levantado por Bolsonaro, é o fato de que os salários não são repassados integralmente aos médicos.

Por: Redação Fonte: Sertão Informado
16/11/2018 às 09h35 Atualizada em 16/11/2018 às 11h02
Com retorno de Cubanos, Paraíba perde 134 profissionais da saúde, Sousa fica sem dois

O Presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), anunciou mudanças no programa 'Mais Médicos', que foi implantado em 2015, e trouxe para o Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 18 mil profissionais cubanos, para atuar nas áreas que estavam descobertas. Hoje no país são cerca de 8600.

Segundo o novo presidente, os médicos Cubanos deveriam se submeter a uma validação de diploma aqui no Brasil, uma espécie de teste. Um outro ponto levantado por Bolsonaro, é o fato de que os salários não são repassados integralmente aos médicos, e a partir de 2019, o Governo Brasileiro iria repassar.

O Governo Federal faz o repasse ao Governo Cubano, que fica com cerca de 70% do valor de 10 mil reais, repassando apenas menos de um terço para os Médicos.

Por sua vez, o Governo Cubano, através do Ministério da Saúde Pública, anunciou nesta quarta-feira (14/11), que estará retirando seus profissionais do Brasil a partir de 31 de dezembro. Em nota, o Governo comunista de Cuba diz que a ameaça ideológica do novo presidente Brasileiro coloca em risco seus cidadãos, tornando insustentável sua permanência aqui.

Na Paraíba, são 134 médicos Cubanos atuando hoje em 70 cidades, segundo a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde do Estado. Já em Sousa, são 2 profissionais que atendem nas unidades de Saúde da Família, como nos repassou Andressa Dantas, coordenadora do programa.

Os médicos do 'Mais Médicos' atendem em regiões que são descobertas de profissionais da saúde, que não tem interesse em atender ou morar em algumas cidades, em sua grande maioria nas regiões Norte e Nordeste.

O ‘Mais Médico’ foi criado em 2015, ainda no governo da Ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que tentava mudar o foco das discussões em meio a primeira grande crise de seu governo, que terminou em agosto de 2016 com seu afastamento pelo Senado, nas chamadas Pedaladas Fiscais.

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