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Ministério Público quer multar Wilson Santigado por aluguel de SUV de luxo de sobrinhos

O deputado teria usado cota parlamentar para alugar SUVs de luxo de empresa ligada a sobrinhos; valores somam R$ 203 mil entre 2024 e 2026.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
06/05/2026 às 09h24
Ministério Público quer multar Wilson Santigado por aluguel de SUV de luxo de sobrinhos
O deputado teria usado cota parlamentar para alugar SUVs de luxo de empresa ligada a sobrinhos; valores somam R$ 203 mil entre 2024 e 2026. (Foto: Debate Paraíba).

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou a apuração de despesas realizadas pelo deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) com recursos da Câmara dos Deputados. O pedido foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e aponta possíveis irregularidades no uso da cota parlamentar.

De acordo com reportagem da coluna de Tácio Lorran, o parlamentar foi reembolsado por despesas com aluguel de veículos de luxo contratados junto a uma empresa pertencente a seus sobrinhos. Entre 2024 e 2026, os valores ressarcidos somam cerca de R$ 203 mil.

Na representação, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado solicita que, caso as irregularidades sejam confirmadas, o TCU determine o ressarcimento integral dos recursos ao erário, com correção monetária e aplicação de encargos legais, além da responsabilização do agente público envolvido.

Segundo Furtado, há indícios de desvio de finalidade no uso da cota parlamentar, com possível favorecimento econômico a familiares do deputado. Ele destaca que a prática pode configurar conflito de interesses e violação de princípios constitucionais da administração pública, como legalidade, moralidade, impessoalidade e economicidade.

“O direcionamento recorrente de despesas para empresa pertencente a parentes sugere, em tese, a utilização da verba pública como fonte de renda para o núcleo familiar, o que é incompatível com a lógica republicana”, afirmou o subprocurador.

O caso será analisado pelo TCU, que poderá determinar medidas administrativas e eventual devolução dos valores, caso sejam comprovadas irregularidades.

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