
O Atlético de Cajazeiras vive um momento delicado fora das quatro linhas após o encerramento de sua participação no Campeonato Paraibano 2026. Jogadores e membros da comissão técnica denunciam uma série de irregularidades trabalhistas que vêm se arrastando desde o início da temporada.
De acordo com relatos, ao menos 18 atletas, além do técnico Evandro Guimarães, enfrentam atrasos salariais, ausência de pagamento de verbas rescisórias e falta de registro formal em carteira de trabalho — situação que também impediu o recolhimento do FGTS.
Em declaração recente, Guimarães afirmou que os problemas começaram ainda na pré-temporada, em novembro. O treinador destacou que foi responsável por indicar parte do elenco e, por isso, tem sido cobrado diretamente pelos profissionais afetados.
“Fui eu quem levou muitos desses profissionais e hoje sou cobrado por eles. É injusto. Quem trabalhou ficou sem receber e eu não vou mentir para futuros colegas sobre a atual situação do clube”, afirmou.
Segundo o técnico, a diretoria atribui a crise à falta de repasses financeiros provenientes de patrocinadores e da Prefeitura Municipal. Diante do impasse, Guimarães declarou que pretende recorrer à Justiça para garantir o pagamento das pendências.
Os atletas também buscaram apoio do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado da Paraíba, que passou a atuar na mediação do conflito.
Até o momento, a diretoria do clube — conhecido como “Trovão Azul” — não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias. O presidente Paulo Albuquerque foi procurado pela reportagem, mas não respondeu às tentativas de contato até o fechamento desta edição.