
Uma descoberta impressionante voltou a colocar o sertão paraibano em destaque no cenário científico nacional. A maior pegada de dinossauro já registrada no Brasil foi encontrada na comunidade Floresta dos Borbas, na zona rural do município de Sousa.
De acordo com pesquisadores, o fóssil pertence a um dinossauro carnívoro e bípede, possivelmente um terópode — grupo que inclui alguns dos principais predadores do período Cretáceo. A pegada possui cerca de 60 centímetros de comprimento por 55 centímetros de largura, indicando a presença de um animal de grande porte que habitou a região há milhões de anos.
A descoberta foi feita em uma área próxima ao Vale dos Dinossauros, um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil e reconhecido internacionalmente pela grande quantidade de pegadas fossilizadas. O local reúne centenas de registros que ajudam cientistas a entender o comportamento, o deslocamento e a diversidade dos dinossauros que viveram no Nordeste.
Segundo especialistas, as dimensões da pegada podem fornecer informações valiosas sobre características do animal, como altura, peso e velocidade. O achado também reforça a relevância científica da região e amplia o potencial para o turismo educativo em Sousa, conhecida como a “Terra dos Dinossauros”.
A nova evidência ainda passará por estudos detalhados, incluindo análises morfológicas e comparações com outros fósseis, para identificar com maior precisão a espécie responsável pela marca.
O Vale dos Dinossauros é considerado um patrimônio de grande valor histórico e científico. As pegadas encontradas na região datam de aproximadamente 110 a 120 milhões de anos, período correspondente ao Cretáceo Inferior. O sítio atrai pesquisadores, estudantes e turistas de diversas partes do Brasil e do mundo, contribuindo para a economia local.
A descoberta da maior pegada já registrada no país fortalece ainda mais o potencial turístico e educacional do município, além de evidenciar a necessidade de preservação desse patrimônio.
Autoridades e pesquisadores destacam a importância de investimentos em preservação, pesquisa e infraestrutura para garantir a proteção dos fósseis. A expectativa é que o novo achado incentive ações voltadas à educação científica e à valorização da história natural do sertão paraibano.