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Dados se tornam o novo DNA da inteligência corporativa

Segundo o especialista em IA Breno Lobato, fundador do Grupo BLVR e da AYA, as informações deixaram de ser meros ativos intangíveis para se tornare...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
11/03/2026 às 18h24
Dados se tornam o novo DNA da inteligência corporativa
Imagem gerada por IA / DALL·E (OpenAI)

Na economia digital, os dados deixaram de ocupar um papel meramente operacional para se consolidarem como um dos principais ativos estratégicos das empresas. Segundo estudo da International Data Corporation (IDC), o volume global de dados estava estimado a ultrapassar 175 zettabytes até 2025, impulsionado pela expansão da computação em nuvem, da inteligência artificial e da digitalização dos negócios. Esse crescimento acelerado tem levado organizações de diferentes setores a investir de forma mais estruturada na organização, integração e governança das informações, transformando dados em base para decisões em tempo real, aumento de eficiência operacional e vantagem competitiva em mercados cada vez mais orientados por tecnologia.

Nesse contexto, companhias que conseguem transformar grandes volumes de dados em inteligência aplicada tendem a ganhar vantagem competitiva sustentável. Estudos internacionais indicam que empresas orientadas por dados — as chamadas data-driven — registram índices superiores de crescimento e rentabilidade em comparação às concorrentes.

Para Breno Lobato, especialista em IA e fundador do Grupo BLVR e da AYA, a próxima grande transformação do mundo corporativo não está nos modelos em si, mas na forma como as companhias tratam seus próprios ativos informacionais. Segundo ele, as informações deixaram de ser apenas ativos intangíveis para se tornarem a base genética da inteligência organizacional. "Dados não são ativos no balanço. São genes no DNA da inteligência corporativa", resume.

Na visão do executivo, companhias que ainda operam sob a lógica tradicional de business intelligence — focadas em relatórios e previsões — correm o risco de ficar estruturalmente atrás de concorrentes que já usam dados como insumo direto para criação. Hoje, agentes de IA podem assumir funções completas, da venda ao atendimento, da criação de campanhas à tomada de decisões operacionais, desde que sejam alimentados por bases proprietárias bem estruturadas, alinhadas ao negócio, à cultura e ao propósito da organização.

Essa mudança desloca o centro da estratégia empresarial: governança de dados deixa de ser um tema técnico e passa a ocupar a mesa do CEO. Dois negócios usando exatamente o mesmo modelo de IA podem gerar resultados radicalmente diferentes dependendo da curadoria informacional por trás do sistema. "A base de conhecimento proprietária se torna o verdadeiro diferencial competitivo. A IA é commodity. O que importa é o que você coloca dentro dela", afirma Breno.

Outro ponto-chave é a escala. Se antes crescer significava contratar mais pessoas, agora significa replicar inteligências bem treinadas. Um agente que aprende a vender com a voz, os argumentos e o posicionamento da empresa pode ser duplicado infinitamente, com custo marginal próximo de zero. Para Breno, a corrida não é por mais dados, mas pela combinação certa entre conhecimento teórico, histórico do negócio, processos operacionais e propósito organizacional — é essa nutrição que transforma uma inteligência genérica em vantagem competitiva real.

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