
A juíza federal Cristiane Mendonça Lage, da 16ª Vara Federal, concedeu pedido de habeas corpus ao único réu preso da “Operação Pés de Barro”, Israel Nunes de Lima. Para deixar prisão, Israel deu uma aeronave no valor de R$105 mil como fiança.
Apontado como operador do deputado federal paraibano Wilson Santiago, Israel Nunes atuava como secretário parlamentar, de acordo com as investigações da Polícia Federal. Sua prisão foi decretada após a PF filmá-lo recebendo propina de R$ 50 mil no aeroporto de Brasília e levando o dinheiro para o Congresso, que, supostamente seria entregue ao deputado federal.
Leia também: Fábio Tyrone declara apoio à reeleição de Wilson Santiago, deputado réu na Operação Pés de Barro
De acordo com a PF, o nome da operação, Pés de Barros, “é uma alusão a um termo bíblico que serve para identificar, na vida pública, os falsos valores políticos, ou seja, os líderes carentes de méritos intrínsecos. Nabucodonosor, antigo rei da Babilônia, teve um sonho interpretado pelo profeta Daniel no qual uma grande estátua de ouro, cobre e prata desmoronara por ter os pés de barro. O termo ‘pés de barro’, então, passou a designar as riquezas cuja base não se sustenta do ponto de vista moral.”