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Moradores e ribeirinhos de Cajazeiras anunciam nova manifestação e prometem bloquear a BR-230

Após interditarem a PB-400, comunidades denunciam risco de colapso no Açude Engenheiro Avidos e cobram resposta de órgãos federais e estaduais

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
12/11/2025 às 09h46 Atualizada em 12/11/2025 às 10h21
Moradores e ribeirinhos de Cajazeiras anunciam nova manifestação e prometem bloquear a BR-230
Após interditarem a PB-400, comunidades denunciam risco de colapso no Açude Engenheiro Avidos e cobram resposta de órgãos federais e estaduais (Foto: Reprodução).

Moradores, pescadores e ribeirinhos da região do Açude Engenheiro Avidos, em Cajazeiras, no Alto Sertão da Paraíba, anunciaram uma nova manifestação para os próximos dias, com a promessa de bloquear a BR-230, uma das principais rodovias que cortam o estado.

A mobilização ocorre após o protesto realizado nesta terça-feira (11), quando dezenas de famílias de comunidades rurais e ribeirinhas interditaram a PB-400, nas imediações da ponte do canal Caiçara, trecho que integra as obras da Transposição do Rio São Francisco, entre Cajazeiras e São José de Piranhas.

Segundo os manifestantes, o ato teve o objetivo de chamar a atenção das autoridades para a situação crítica do Açude Engenheiro Avidos — conhecido como Açude de Boqueirão de Piranhas — que, segundo eles, apresenta risco de colapso estrutural e ameaça a segurança de centenas de famílias que vivem nas proximidades.

“Não estamos sendo ouvidos. Ninguém do DNOCS, AESA, ANA ou do Ministério da Integração apareceu para dar uma satisfação. Só queremos garantias de que nossas vidas e o açude estão seguros”, afirmou um dos líderes do movimento.

Os manifestantes também denunciam o abandono das obras de recuperação e manutenção do reservatório, além de alertarem para possíveis impactos ambientais e sociais, caso o problema não seja resolvido. O açude é uma das principais fontes de abastecimento de água para Cajazeiras e municípios vizinhos, além de sustentar a pesca e outras atividades econômicas locais.

Até o fechamento desta matéria, nenhum órgão público havia se pronunciado oficialmente sobre as manifestações ou as denúncias apresentadas pelos moradores.

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