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“E vai rolar a festa”: Prefeito de Nazarezinho pretende gastar mais de R$ 700 mil com estruturas temporárias para eventos

O certame está agendado para o próximo dia 23 de setembro de 2025, às 9h00, via Portal de Compras Públicas, conforme o Documento TCE nº 114677/25.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
11/09/2025 às 12h39 Atualizada em 16/09/2025 às 12h13
“E vai rolar a festa”: Prefeito de Nazarezinho pretende gastar mais de R$ 700 mil com estruturas temporárias para eventos
O certame está agendado para o próximo dia 23 de setembro de 2025, às 9h00, via Portal de Compras Públicas, conforme o Documento TCE nº 114677/25. (Foto: Reprodução).

Enquanto ruas esburacadas, postos de saúde com atendimento precário e escolas carecendo de manutenção fazem parte da rotina de muitos moradores de Nazarezinho, no Sertão da Paraíba, o prefeito da cidade parece ter escolhido outra prioridade: festa. E das caras.

A Prefeitura abriu um novo processo licitatório no valor de R$ 714.169,70 para a contratação de empresa especializada na locação de estruturas para eventos. O certame está agendado para o próximo dia 23 de setembro de 2025, às 9h00, via Portal de Compras Públicas, conforme o Documento TCE nº 114677/25.

De acordo com o edital, os serviços incluem o aluguel de palcos, sistemas de som, grids, tendas, geradores, iluminação, praticáveis e painéis — todos equipamentos que não se incorporam ao patrimônio público, ou seja, alugados para uso temporário e devolvidos após cada evento.

A justificativa apresentada pela gestão municipal é que os itens do contrato anterior se esgotaram, exigindo um novo processo para garantir a continuidade da realização dos eventos locais. A prefeitura alega que as festividades possuem relevância cultural, social, esportiva e comemorativa, e que uma estrutura adequada é necessária para garantir segurança, conforto e qualidade ao público.

Ainda segundo a administração, os eventos promovidos ao longo do ano movimentam a economia local e fortalecem a identidade cultural da população.

Mas o alto custo da iniciativa chama atenção. Em um município de pequeno porte, investir mais de R$ 700 mil em estruturas temporárias soa, no mínimo, desproporcional — especialmente quando se trata de um gasto que não deixa qualquer benefício permanente para a cidade.

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