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Desempenho da IA generativa avança em línguas indígenas

Relatório elaborado pela LLYC em colaboração com o BID Lab, braço de inovação e venture capital do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento, e...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
14/08/2025 às 18h40
Desempenho da IA generativa avança em línguas indígenas
LLYC

Para aumentar a integração de línguas indígenas ao ecossistema digital, a LLYC, empresa global de Marketing e Corporate Affairs, elaborou o relatório “O Desempenho da inteligência artificial no uso de línguas indígenas americanas” em colaboração com o BID Lab, braço de inovação e venture capital do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento, e a Microsoft.

Segundo o relatório, atualmente os modelos de IA generativa mais conhecidos mostram um desempenho desigual ao interagir em línguas indígenas. Em apenas 54% dos casos, as perguntas formuladas nestes idiomas recebem respostas aparentemente corretas, que podem ser até quatro vezes mais curtas do que as geradas em espanhol para perguntas equivalentes e com qualidade inferior em expressão (2,4 de 10) e compreensão (2,3 de 10). Além disso, também foi detectado um elevado viés cultural nos sistemas de inteligência artificial, que tendem a oferecer respostas com referências ocidentais, inclusive quando as perguntas são formuladas em línguas indígenas.

A publicação evidencia a situação atual e apresenta recomendações práticas voltadas a fomentar uma inteligência artificial mais inclusiva e culturalmente representativa. Ao todo, são 21 estratégias sugeridas, focadas tanto no aumento dos dados disponíveis nessas línguas quanto no desenvolvimento de tecnologias facilitadoras. Entre os destaques estão: fomentar o debate digital em línguas indígenas em colaboração com as comunidades, dar visibilidade para os seus influenciadores, proteger plataformas e arquivos digitais de tradições e desenvolver tecnologias de tradução e voz. Essas estratégias, segundo o documento, poderiam ajudar a treinar os modelos de IA para melhorar o desempenho nesses idiomas.

“Para que a inteligência artificial seja verdadeiramente inclusiva em nível global, ela deve compreender e se adaptar a diferentes contextos linguísticos e culturais. Este estudo é um ponto de partida fundamental para que a representação das línguas indígenas nas tecnologias do futuro avance”, afirma Adolfo Corujo, Partner & Marketing Solutions CEO da LLYC.

Daniel Korn, diretor de Políticas e Inovação em IA da Microsoft Américas, afirma: “Os nossos clientes em todo o mundo exigem relevância linguística e cultural nos produtos e serviços baseados em IA que oferecemos. Nosso objetivo na Microsoft é colocar as pessoas em primeiro lugar. Temos o compromisso de abordar, em parceria com governos, acadêmicos, sociedade civil e organizações multilaterais, como o BID, as lacunas identificadas para atingir essa meta”.

“Por meio do programa fAIr LAC, promovemos, no BID Lab, o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial que respondam aos contextos reais da América Latina e do Caribe. Este estudo nos permite identificar lacunas e oportunidades para avançarmos em direção a tecnologias mais acessíveis e relevantes para as nossas comunidades”, afirma César Buenadicha, Chefe a.i da Divisão de Ecosystem Building and Acceleration do BID Lab.

De acordo com o relatório, a inteligência artificial pode ser uma ferramenta para preservar, compartilhar e revitalizar tradições culturais e idiomáticas, assim como para reduzir lacunas derivadas do analfabetismo ou do monolinguismo em áreas isoladas. O documento aponta ainda que, para que as comunidades indígenas possam se beneficiar plenamente das possibilidades de desenvolvimento e emprego oferecidas pela IA, é necessário melhorar a eficácia na interação em suas línguas originárias, sob pena de ampliação das lacunas digitais e sociais.

A publicação completa está disponível neste link.

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