
A Promotoria do Patrimônio Público da Comarca de Sousa prorrogou o processo administrativo de nº 046.2018.004943, que investiga a participação das empresas Inteligência Comercio Atacadista e Serviços Ltda e Mario Messias Filho-ME, envolvidas na “Operação Andaime”, em irregularidades de processos licitatórios destinados a contratação de empresas para locação de veículos para as Câmaras Municipais de vereadores dos Municípios de Nazarezinho, Lastro, Poço José de Moura, Joca Claudino, São João do Rio do Peixe, Bernardino Batista e Poço Dantas.
A portaria com prorrogação do inquérito foi publicado nesta quarta-feira (07), no diário eletrônico do Ministério Público da Paraíba.
De acordo com o relatório realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) e encaminhado ao Ministério Público da Paraíba, por não se tratar de recursos Federais, as empresas Inteligência e Mario Messias Filho-ME venceram, conjuntamente, treze licitações em comum, entre os anos de 2011 à 2012, todas constando como unidades gestores as Câmaras municipais supracitadas.


Em consulta feita ao SAGRES do Tribunal de Contas da Paraíba, entre os anos de 2011 a 2012 a empresa Mario Messias faturou o montante de R$ 232.800,00 (duzentos e trinta e dois mil e oitocentos reais) em locação de veículos populares tipo Gol e Fiat Uno além de uma caminhonete cabine dupla para o poder legislativo de São João do Rio do Peixe, confira os valores:
Nazarezinho
Valor Total: R$ 21.600,00
Bernadino Batista
Valor Total: 36.000,00
Poço Dantas
Valor Total: R$ 45.600,00
Poço José de Moura
Valor total: 33.600,00
Joca Claudino
Valor Total: R$ 33.600,00
São João do Rio do Peixe
Valor Total: R$ 62.400,00
Já empresa Inteligência, naquele mesmo período, venceu os processos licitatórios da Câmara do Lastro e faturou o montante de R$ 38.400,00 (trinta e oito mil e quatrocentos reais) com a locação de um veículo tipo Fiat Uno.
Desencadeada pela a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal (MPF). As investigações apontaram que uma organização criminosa fraudou vários processos licitatórios em 16 cidades da Paraíba, provocado prejuízos aos cofres públicos. Contratos de cidades como Cajazeiras, Joca Claudino, Uiraúna e Santa Helena foram, à época da deflagração da Operação Andaime, em 2015, investigados.