
A sétima edição do festival de curtas-metragens Cine Sítio vai acontecer de 12 a 14 de dezembro na Zona Rural do município de Nazarezinho, Sertão da Paraíba. O Cine Sítio é um festival dedicado à zona rural com filmes que abrangem uma temática próxima do seu público.
A sétima edição do evento cinematográfico vai exibir no total nove curtas nas sessões noturnas e três em escolas da rede pública. A ideia do evento é do cineasta Ramon Batista morador do sítio Caiçara e conta com a parceria da InCartaz Produção. Esta edição tem o apoio do edital Seleção Pública de Projetos para Patrocínio pelo Banco do Nordeste Cultural 2023/2024.
Conforme a programação oficial, as exibições acontecerão no Sítio Bananeiras (próxima quinta-feira, 12 de dezembro). Antes da sessão será realizado uma apresentação cultura: “a cantoria pé de parede” dos poetas Cícero Cosme e Cícero Justino. Já sexta-feira dia 13, será a vez da comunidade do Sítio Serrote dos Bois receber o festival com maias uma sessão de filmes e confraternização com os convidados. No sábado (14) será a vez do e Sítio Caiçara receber mais um sessão de exibição de filmes, além de cantoria e seresta.
Os filmes escolhidos para o Cine Sitio 2024, (entre ficções, documentários e animações) teve a curadoria do professor e cineasta Bertrand Lira, que buscou obras que abordem temas do universo rural ou que tenha relação com aquele contexto. “Dois desses curtas são de Ramon Batista e têm como tema e paisagem seu próprio lugar, o que justifica seu interesse pela comunidade de se ver retratada na tela”, explica o cineasta e professor Bertrand Lira que será o homenageado deste ano do festival.

Todos os curtas-metragens da mostra noturna são paraibanos: Alvará, Fernando Abreu, ficção, 14 min, 2022; Anjos Cingidos, de Aécio Filho e Maria Tereza Azevedo, animação 15min; O Rebanho de Quincas, de Rebeca Souza, ficção 11 min; Noite Feliz, de Bruno Nogueira, documentário, 12min; Pulmão de Pedra, de Torquato Joel, documentário, 14 min, 2023; Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista, documentário, 11min, 2024; Um Sertão Profundo, de Vitor Daniel Cartaxo, 17min, 2024; Aracati, de Veruza Guedes, 15:48min, 2023 e Jacu, de Ramon Batista, documentário, 11 min, 2024.
Na mostra infantil, que será exibida às 8h, no CRAS Abdia Pereira Dantas, na cidade de Nazarezinho, constam três curtas de animação: o paraibano Azul Celeste, de Lori Queiroz, 10 min; o carioca Maalum, de Eduardo Lurnel e Magna Domingues, 8min; e o cearense Juzé, de Raquel Garcia, 11min. Estes curtas têm um caráter didático e trabalha temas que busca esclarecer o público infanto-juvenil sobre temas espinhosos na nossa sociedade como o racismo, presente no filme Maalum, e o preconceito contra pessoas autistas em Azul Celeste da paraibana Lori Queiroz. Neste, a diretora trabalha o Transtorno Espectro Autista (TEA) de maneira lúdica mostrando formas respeitosas de convivência. “O curta contribui para fortalecer o conhecimento, o respeito, a conscientização e promoção da inclusão, utilizando o audiovisual como um instrumento facilitador”, explica a diretora.
Além das exibições, o Cine Sítio programou a oficina entendendo o Cinema 3D com a produção de óculos para exibições em 3D, no mesmo local da Mostra Infantil, que será ministrada pelo professor Adilson Barros que tem ao longo deste ano promovido essa oficina em diversos festivais da Paraíba, envolvendo estudantes da rede pública. A Paraíba é um dos estados brasileiros com o maior número de festivais espalhados da capital ao interior, incluindo cidades de grande e médio porte, como Campina Grande, Patos e Cajazeiras, pequenas cidades e até mesmo a zona rural como é o caso do Cine Sítio. Estes festivais e mostras incentivados recentemente por concursos como o Edital Vladimir Carvalho de Fomento a Mostra e Festivais e o do Centro Cultural Banco do Nordeste em Sousa, têm proporcionado uma janela abrangente para o audiovisual paraibano chegar a seu público.