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Na última sessão do ano, vereador denuncia desvios de quase R$ 400 mil reais em Bom Jesus

Ação foi movida pelo MP e aponta esquema de desvio de verbas públicas.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
03/12/2024 às 21h30 Atualizada em 09/12/2024 às 17h38
Na última sessão do ano, vereador denuncia desvios de quase R$ 400 mil reais em Bom Jesus
Ação foi movida pelo MP e aponta esquema de desvio de verbas públicas. (Foto: Reprodução).

O vereador Paulo de Boscão (PT) em sessão realizada na Câmara Municipal de Bom Jesus, região de Cajazeiras, denunciou a prefeita daquele município, Denise Bayma por conta de uma ação de improbidade administrativa que tramita na 4° Vara Mista de Cajazeiras e foi ajuizada pelo Ministério Público da Paraíba.

Segundo informações, a prefeita figura como ré, juntamente com outras três pessoas.

A denúncia versa sobre suposto desvio de dinheiro público por parte do senhor Nildemberg de Sousa Meirelles, ex-chefe do setor de empenhos da gestão municipal, que teria transferido recursos da prefeitura para a conta da Folha de Pagamentos na Caixa Econômica Federal, tendo transferido também, segundo o MP, recursos para sua esposa, cunhada, e um amigo. Todos estão citados nos autos.

Os supostos fatos ocorreram no governo do tio de Denise, Roberto Bayma, que também é réu. Na época, a mandatária ocupava o cargo de Secretária de Saúde de Bom Jesus.

Segundo o MP, os desvios chegaram a quase 400 mil reais, acarretando sérios prejuízos à população bonjesuense.

O Ministério Público afirmou na peça acusatória que os réus agiram de forma dolosa, haja vista que forneceram ao senhor Nildemberg, senhas e dados referentes às  contas bancárias da prefeitura, o que não é permitido, justamente pelo fato dos recursos serem públicos.

"Neste ponto, a desonestidade e/ou a má fé dos promovidos em violar os princípios  da administração pública também é evidente nos autos, ao agirem com dolo e com a finalidade de atentar contra os princípios da impessoalidade, moralidade e legalidade", diz trecho da peça do MP.

Paulo de Boscão pediu celeridade no processo para que os réus, caso condenados, "paguem pelo mal que fizeram ao povo".

Vale ressaltar que o caso ainda não foi julgado, tendo os citados, direito a ampla defesa e ao contraditório, como rege a nossa Constituição Federal.

Assista!

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