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Escândalo envolvendo gestão do Padre Egídio no Hospital Padre Zé é destaque no Fantástico da Globo

Ao longo de quase oito minutos, o jornalístico expôs os desvios estimados em R$ 140 milhões e os prejuízos causados aos mais necessitados.

Por: Redação Fonte: ClickPB
20/11/2023 às 10h20 Atualizada em 20/11/2023 às 11h00
Escândalo envolvendo gestão do Padre Egídio no Hospital Padre Zé é destaque no Fantástico da Globo
Ao longo de quase oito minutos, o jornalístico expôs os desvios estimados em R$ 140 milhões e os prejuízos causados aos mais necessitados. (Foto: Reprodução).

O escândalo de corrupção envolvendo a gestão do padre Egídio de Carvalho Neto a frente do Instituto São José e do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, foi destaque na edição de ontem (19) do programa de TV Fantástico, da TV Globo. Ao longo de quase oito minutos, o jornalístico expôs os desvios estimados em R$ 140 milhões e os prejuízos causados aos mais necessitados.

No conteúdo exibido pela Globo, foi citado, por exemplo, os valores de alguns dos quase 30 imóveis do religioso, dentre eles a cobertura no bairro do Cabo Branco - onde vivia padre Egídio - e que custou R$ 2,4 milhões. 

Os gastos com obras de artes, animais considerados de alto valor' - como os 'lulus da Pulmerânia - também foram outros pontos destacados sobre a vida de luxo montada pelo padre supostamente com o dinheiro do Instituto São José.

Leia mais: Padre Egídio de Carvalho é preso suspeito de desviar R$ 140 milhões de recursos públicos

Situação de penúria no Padre Zé

No Fantástico, em um dos trechos da matéria, foram exemplificadas situações que demonstram o estado de 'penúria' deixado pela administração de padre Egídio no Instituto São José e no Hospital Padre Zé: desde a falta de mantimentos dentro da unidade hospitalar a diminuição do projeto de distribuição de comida nas ruas para as pessoas mais carentes. 

"Estou mendigando remédios, insumo, alimento, frauda para os doentes", disse em entrevista à Globo o novo gestor do Instituto São José, padre George Batista. Ainda segundo o religioso, após o ocorrido as doações ao instituto também diminuiram. 

Como exemplo, ele cita as ações de arrecadação durante o dia de finados. Segundo apurou a reportagem do ClickPB, em diversos cemitérios do estado a organização do instituto disponibiliza locais para doações. Em entrevista ao Fantástico, George Batista detalhou a queda no número de doações este ano.

"A arrecadação girava em torno de R$ 50, 60 mil reais. Arrecadamos R$ 13 mil", citou. 

Falta de documentações

Na matéria da TV Globo, um dos entrevistados é Dennis Carneiro, promotor de Justiça do Gaeco. Ele cita a falta de organização nas documentações do instituto que mantém o Padre Zé. "O dinheiro transitava da forma que ele (Egídio) queria, da forma que ele queria. Isso tudo aliado a uma completa e absoluta desorganização documental. O Instituto São José tem quase nenhum documento patrimonial. De acervo, de estoque, nenhum".

Prisão

Como trouxe o ClickPB, na última sexta-feira (17) o  padre Egídio de Carvalho e as ex-diretoras do Hospital Padre Zé,  Amanda Duarte e Jannyne Dantas, foram presos pela Polícia Civil. Os mandados de prisão foram autorizados pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba após recurso do Ministério Público da Paraíba.

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