
A mãe de 27 anos que assassinou a pequena Julia, de apenas 1 ano, se entregou à Central de Polícia do bairro em que foi cometido o crime.
De acordo com o delegado Bruno Germano, que recebeu a mulher na Central, ela chegou no local com as mãos ensanguentadas e contou que havia esfaqueado a própria filha após um surto, por não aceitar a separação e o fato do pai da criança ter pedido a guarda compartilhada da filha.
“Ela alegou que, na cabeça dela, vinha percebendo que a família do marido queria tomar a criança e, em um surto, por esse motivo banal, golpeou a criança. Em seguida, ficou nervosa, viu a besteira enorme que fez e veio à nossa base para se entregar”, relatou.
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Contudo, o delegado afirmou que a mulher pode passar por análise psicológica pelo Instituto de Polícia Científica, para averiguar a sanidade mental. “Temos que ter muito cuidado com a palavra ‘surto’, porque às vezes uma pessoa de má fé usa justamente disso para se defender, ‘justificar’ o cometimento do crime. Então é preciso que laudos periciais, que provavelmente o IPC provavelmente vai trabalhar nesse sentido, se dedique a comprovar se essa mulher possui alguma deficiência mental que poderia levar a este crime, mas aparentemente, ao meu ver, a olho nu, não tem nenhum sinal de surto”, disse.
A mulher foi autuada em flagrante por infanticídio, enquadrado na categoria de crime hediondo. Ela será encaminhada para exames e também vai passar por audiência de custódia.
Durante uma troca de mensagens do casal, na manhã desta quinta-feira (25), a qual a TV Cabo Branco teve acesso, o marido da mulher terminou o casamento e nas mensagens é possível ver o mesmo dizer que “precisa de paz na vida” e que está “cansado de briga besta, do ciúme e de egoísmo”.
Mais tarde, nas mensagens, ele diz que vai auxiliar financeiramente a mulher e a criança, enviando uma quantia de 200 reais todas as semanas, resultando 800 reais por mês e que vai pegar Julia de duas em duas semanas para ficar com ele, assim, dividindo a guarda da criança. O homem afirmou que iria entregar a chave do local onde moravam juntos para o pai da mulher na sexta-feira (27).
Além disso, o pai da criança diz que queria terminar o relacionamento. “Acabou o amor com suas atitudes, melhor cada um seguir seu caminho. E vamos ser amigos”. Por fim, ele reforça mais uma vez que vai trabalhar para ajudar nas despesas da criança e quer ver ela periodicamente.
Em outras mensagens, a mulher respondeu a ele pedindo para ele voltar para casa e que o relacionamento continuasse. Depois dessas mensagens, o homem bloqueou a mulher no aplicativo.