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Deputado André Gadelha leva à ALPB discussão sobre consequências negativas da atuação do IPHAEP para o turismo de Sousa

O foco principal do discurso do deputado foi o IPHAEP e suas decisões de tombamento que, segundo ele, têm impactos significativos no desenvolvimento das cidades.

Por: Redação Fonte: Chico Soares
17/08/2023 às 11h03 Atualizada em 21/08/2023 às 09h54
Deputado André Gadelha leva à ALPB discussão sobre consequências negativas da atuação do IPHAEP para o turismo de Sousa
O foco principal do discurso do deputado foi o IPHAEP e suas decisões de tombamento que, segundo ele, têm impactos significativos no desenvolvimento das cidades. (Foto: Reprodução).

No plenário da Assembleia Legislativa, uma voz se ergueu em defesa do desenvolvimento urbano frente às restrições impostas por órgãos públicos. O deputado estadual sousense André Gadelha trouxe uma perspectiva singular sobre o papel dessas instituições ao abordar a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP) e suas consequências para a cidade de Sousa.

André Gadelha abriu seu discurso ressaltando a influência dos órgãos públicos no ritmo do progresso urbano, um aspecto muitas vezes ignorado. “Trazer também para esta Tribuna, senhor presidente e senhores deputados, justamente essa discussão que acabei de escutar aqui através do deputado: é visível como os órgãos públicos, às vezes, atrapalham”, afirmou o deputado.

O foco principal do discurso do deputado foi o IPHAEP e suas decisões de tombamento que, segundo ele, têm impactos significativos no desenvolvimento das cidades. “O IPHAEP criou um tombamento de uma área que chega a ser superior à cidade de Ouro Preto, que tem arquiteturas barrocas, arquiteturas diferenciadas e vive do Turismo histórico”, disse Gadelha.

Ele passou então a destacar os resultados adversos das restrições do IPHAEP na cidade de Sousa, enfatizando que tais medidas estão afetando diretamente os planos de desenvolvimento local. “A gente escuta o clamor do presidente da Associação Comercial, da CDL e dos empresários que querem investir no centro de Sousa e estão impossibilitados porque o IPHAEP chegou lá e limitou aquela área”, explicou o deputado.

Uma das preocupações centrais de Gadelha é a imposição de limitações em áreas que não apresentam um valor histórico equivalente. Ele observou que o tombamento restringe até mesmo a construção de edifícios modernos, não apenas as estruturas antigas de valor arquitetônico. “Lá, você não pode construir nada. E não é uma casa histórica, não é uma arquitetura histórica, não é uma construção antiga. É uma casa moderna das décadas de 80 e 90, que está atrapalhando o desenvolvimento da nossa cidade”, lamentou o deputado.

Em busca de soluções para esse impasse, André Gadelha anunciou suas intenções legislativas. “Aqui hoje, nós vamos, se Deus quiser, aprovar um requerimento de uma sessão especial para trazer o IPHAEP para cá e criar critérios dentro dessa lei, para que possamos dizer também: olha, em Salvador, deu certo assim; no Piauí, deu certo assim”, revelou o deputado.

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