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Rombo milionário: Atual prefeito de Poço Dantas herdou um verdadeiro caos administrativo da gestão passada

O ex-gestor deixou salários dos servidores atrasados, saiu da prefeitura sem pagar débitos que contraiu junto ao comércio e demais fornecedores, deixando dívidas sobre dívidas para a gestão do aliado e parceiro Itamar Moreira.

Por: Redação Fonte: Rafael Mathias/Rádio Mais FM
04/01/2021 às 17h31 Atualizada em 04/01/2021 às 21h39
Rombo milionário: Atual prefeito de Poço Dantas herdou um verdadeiro caos administrativo da gestão passada
Dedé Cândido deixou um rombo milionário no instituto de previdência próprio do município. (Foto: Reprodução).

O ex-prefeito de Poço Dantas, José Gurgel Sobrinho, ”Dedé Cândido”, que finalizou seu mandato no último dia 31 de dezembro de 2020, deixou uma herança abominável para a gestão do aliado prefeito eleito Itamar Moreira que lhe sucedeu em 01 de janeiro de 2021.

Segundo informações o ex-gestor deixou salários dos servidores atrasados, saiu da prefeitura sem pagar débitos que contraiu junto ao comércio e demais fornecedores, deixando dívidas sobre dívidas para a gestão do aliado e parceiro Itamar Moreira.

O agora ex-prefeito Dedé Cândido deixou a Prefeitura de Poço Dantas com uma dívida de mais de R$ 300 mil reais com a Caixa Econômica Federal, referente aos consignados dos servidores efetivos do município que contraíram empréstimos junto ao banco.

A gestão desastrosa de Dedé Cândido, descontava mensalmente nos contracheques dos servidores, as parcelas referentes aos empréstimos consignados contraídos pelos servidores, mas o valor era descontado e não repassado à CAIXA, ou seja, a administração de Dedé Cândido apropriava-se desse valor. Servidores chegaram a ter nome negativado e a responder a processo de execução, porém, provaram que era a Prefeitura de Poço Dantas quem descontava na fonte e não repassava o valor ao banco. Também há débitos de consignados com o Banco do Brasil.

Mas o desastre maior da administração de Dedé Cândido é marcado pelo rombo milionário no instituto de previdência próprio de Poço Dantas, uma dívida que chega a mais de R$ 6 milhões de reais.

A gestão de Dedé Cândido mensalmente não repassava as contribuições previdenciárias dos servidores ao Instituto, ou seja, descontava nos contracheques dos servidores as contribuições previdenciárias, equivalente a 11% da remuneração do servidor, mas não repassava ao instituto de previdência do município. Essa dívida, estima-se que chega a 6 milhões de reais.

Em razão desse desastre administrativo, Dedé Cândido já teve 3 prestações de contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, durante seus dois mandatos consecutivos, competências de 2016, 2017 e 2018.

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