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Promotoria de Justiça de Sousa realiza tratativas para implementação de lei da escuta especializada em 12 municípios

Foram realizadas duas reuniões com gestores de 12 municípios para tratar da implementação do fluxo de atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência em 12 municípios.

Por: Redação Fonte: Da Redação do Debate Paraíba
18/07/2023 às 09h56 Atualizada em 18/07/2023 às 10h07
Promotoria de Justiça de Sousa realiza tratativas para implementação de lei da escuta especializada em 12 municípios
Foram realizadas duas reuniões com gestores de 12 municípios para tratar da implementação do fluxo de atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência em 12 municípios. (Foto: Divulgação).

Promotoria de Justiça de Sousa está realizando tratativas para implementação da Lei nº 11.431/2017, em especial da escuta especializada. Foram realizadas duas reuniões com gestores de 12 municípios para tratar da implementação do fluxo de atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência em 12 municípios, com o objetivo de estimular e intermediar o diálogo intersetorial.

Conforme a 2ª promotora de Sousa, Fernanda Pettersen de Lucena, as reuniões integram os 12 procedimentos administrativos instaurados na Promotoria de Justiça, para acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, a implementação da Lei nº 11.431/2017, nos municípios de Sousa, Aparecida, Marizópolis, Nazarezinho, Vieirópolis, Lastro, Santa Cruz, São Francisco, Uiraúna, Poço Dantas, Joca Claudino e São José da Lagoa Tapada.

Ainda de acordo com a promotora, participaram das reuniões, ocorridas nos dias 30 de junho e 7 de julho, no auditório da Promotoria de Justiça de Sousa, os gestores dos Municípios, membros dos Conselhos Municipais dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CMDCAs), membros dos Conselhos Tutelares, secretários de Assistência Social, de Saúde e de Educação dos Municípios, além da delegada da 19ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, Alba Tânia Abrantes Casimiro (que compôs a mesa). 

Durante os eventos, a promotora de Justiça explicou a diferença entre a escuta especializada e depoimento sem dano, bem como esclareceu em que consiste a revelação espontânea da violência pela criança ou adolescente vítima ou testemunha e como deve se dar a postura da acolhida. 

De acordo com a lei, a escuta especializada é o procedimento de entrevista sobre situação de violência com criança ou adolescente perante órgão da rede de proteção, limitado o relato estritamente ao necessário para o cumprimento de sua finalidade. Ela pode ser realizada pelas instituições da rede de proteção, como conselhos tutelares. Já o depoimento especial é o procedimento de oitiva de criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência perante autoridade policial ou judiciária.

Além disso, a promotora destacou a importância do estabelecimento do fluxo de atendimento desse público pela rede de proteção, a partir da definição do protocolo municipal, e o papel do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente nesse aspecto. Por fim, apresentou as perguntas mais frequentes e abriu o espaço para o público, que participou ativamente das reuniões, trocando experiências, tirando dúvidas e mencionando a existência de ações em seus respectivos municípios.

A partir daí,a Promotoria de Justiça vai realizar o acompanhamento dos trabalhos dos Municípios nessa implementação, visando a garantir os direitos das crianças e adolescentes, evitando a revitimização.

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